CEO da Fictor (FICT3) é alvo de operação da PF sobre fraudes bancárias

PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Rafael Góis, da Fictor.

Publicado em 25/03/2026 às 09:50h Publicado em 25/03/2026 às 09:50h por Marina Barbosa
PF cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva nesta 4ª feira (Imagem: Divulgação/PF)
PF cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva nesta 4ª feira (Imagem: Divulgação/PF)
A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quarta-feira (25) uma operação para desarticular uma organização criminosa que teria movimentado mais de R$ 500 milhões por meio de fraudes bancárias.
Um dos alvos das investigações é Rafael Góis, o sócio fundador e CEO do Grupo Fictor -empresa que tentou comprar o Banco Master antes de a instituição ser liquidada e acabou entrando em recuperação judicial depois disso.
Rafael Góis também é presidente do Conselho de Administração e CEO Interino da Fictor Alimentos (FICT3), o braço de alimentos do Fictor, que tem ações negociadas na B3.
A PF cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do executivo, na cidade de São Paulo. E também investiga o ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini, segundo o "G1".
Procurado, o Grupo Fictor informou que apenas o celular de Rafael Góis foi apreendido pelos policiais.
A empresa disse ainda que a defesa do executivo vai prestar os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, assim que tiver acesso ao conteúdo da investigação, para elucidar os fatos.

A operação da PF

As investigações ocorrem em meio à Operação Fallax, deflagrada nesta quarta-feira (25), após quase dois anos de investigações da Polícia Federal.
Segundo a PF, o objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além das práticas de estelionato e lavagem de dinheiro.
As fraudes movimentaram mais de R$ 500 milhões, de acordo com as investigações da PF, que correm desde o início de 2024, quando foram identificados os primeiros indícios do esquema.

O esquema

Em nota, a PF explicou que "o grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas, inclusive vinculadas a grupo econômico específico, para a movimentação de valores e para a ocultação de recursos ilícitos".
As investigações sugerem que funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Na sequência, esses valores eram convertidos em bens de luxo e em criptoativos, para dificultar o rastreamento pelas autoridades. 
A organização ainda usava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos, segundo a PF.

Outros alvos

O CEO e o ex-sócio não foram os únicos alvos da Operação Fallax. Membros do Comando Vermelho também estariam sob investigação, segundo o "G1".
A Polícia Federal não confirmou o nome dos investigados, mas informou que a operação envolve 43 mandados de busca e apreensão e outros 21 mandados de prisão preventiva.
Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de São Paulo e estão sendo cumpridos em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, inclusive com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Segundo a PF, os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas desses crimes podem passar dos 50 anos de reclusão.

Bloqueio de bens

Além disso, a PF determinou o bloqueio e o sequestro de bens para tentar descapitalizar a organização criminosa. Imóveis, veículos e ativos financeiros que somam até R$ 47 milhões foram alvos da medida.
Também foram autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.

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