B3 enquadra varejista e dá prazo para correção de ações
Companhia recebeu notificação da bolsa e poderá recorrer a um grupamento de ações para elevar a cotação.
🛍️O Grupo Casas Bahia (BHIA3) reportou lucro líquido de R$ 37 milhões no segundo trimestre do ano, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (7). Em comparação, há um ano, a companhia dava conta de um prejuízo de R$ 492 milhões.
No entanto, a varejista ainda encontra desafios ao se deparar com o recuo das vendas. A receita líquida encolheu 13,5% na comparação anual. Ou seja, o saldo de R$ 7,48 bilhões caiu para R$ 6,47 bilhões.
Ao longo do trimestre, em linha com o Plano de Transformação, a Casas Bahia fechou três lojas físicas por apresentarem atuação aquém do esperado, encerrando o período com 1.073 lojas.
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📉No acumulado do plano, a varejista descontinuou um total de 60 lojas. E também foram fechados quatro centros de distribuição no trimestre.
Já o Ebitda ajustado (lucro antes de impostos, depreciação e amortizações) totalizou R$ 452 milhões, queda de 3,5% na base anual, o que reflete o cenário desafiador de juros ainda elevados.
Contudo, a margem Ebitda foi de 7%, crescimento de 0,7 pontos-base ante o saldo nos mesmos meses de 2023. Trata-se da maior margem em 12 meses, o que, nas palavras da empresa, caminha para o gradual contínuo crescimento com a perspectiva de melhora dos canais de venda.
No trimestre, os investimentos do Grupo Casas Bahia totalizaram R$ 49 milhões, sendo 80% do total direcionado para projetos relacionados à tecnologia para suportar o crescimento, digitalização da companhia e a experiência do cliente. O Capex foi 50% menor no período na comparação anual.
Companhia recebeu notificação da bolsa e poderá recorrer a um grupamento de ações para elevar a cotação.
Com o varejo físico fechado, o comércio online e sites estrangeiros conquistaram a preferência dos clientes.
A varejista comunicou à Justiça que os credores se uniram contra seus bens assim que o processo de recuperação judicial foi divulgado.
A decisão veio após a cúpula da varejista sofrer ameaças de um gestor de fundos credores, segundo apuração do Valor Econômico.
Entre os celulares, um Samsung Galaxy A07 4G de 128 GB aparece com lance de R$ 435.
Maior credora do grupo, a Zurich Minas Brasil, parceira em seguros para eletrônicos, tem aproximadamente R$ 1,97 bilhão a receber.
O pedido de recuperação judicial feito pela varejista só agravou a situação dos debenturistas.
Documento agora pode ser publicado no fim da próxima segunda (17), segundo fontes internas.
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