Brasil fará investimento bilionário para avançar em semicondutores
O governo e o setor privado investirão cerca de R$ 45 bi na produção nacional de chips.

O Brasil não quer ficar de fora do boom da IA (Inteligência Artificial), que impulsionou empresas como Nvidia (NVDC34), AMD (A1MD34) e TSMC (TSMC34). Por isso, confirmou investimentos bilionários na produção nacional de chips e semicondutores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (11) a lei que cria o programa Brasil Semicon, que incentiva a produção nacional de semicondutores e, dessa forma, busca uma maior inserção do país nas cadeias globais de tecnologia.
💰 O programa do governo prevê o investimento de R$ 21 bilhões no setor até 2026. Serão R$ 7 bilhões por ano para estimular investimento em pesquisa e inovação nas cadeias de chips e eletroeletrônica, com aplicações voltadas para painéis solares, smartphones, computadores pessoais e outros dispositivos da indústria 4.0.
Além disso, a Finep vai liberar R$ 4,5 bilhões em crédito para o setor de semicondutores e empresas deste segmento pretendem investir R$ 24,8 bilhões até 2035 no desenvolvimento e diversificação de produtos, aumento da capacidade produtiva, expansão das fábricas e preparação para a exportação.
Os investimentos foram anunciados em um evento, que reuniu representantes do governo federal e do setor privado, no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (11).
"Oportunidade para o Brasil"
🗣️ Na ocasião, o diretor-executivo a Abisem (Associação da Indústria de Semicondutores), Rogério Nunes, disse que o setor de semicondutores "traz uma enorme oportunidade para o Brasil, devido ao rearranjo das cadeias produtivas".
Ele explicou que a Ásia concentra 70% da produção global de chips atualmente. Logo, há uma tentativa de descentralizar o setor. Nunes acredita ainda que o Brasil pode acelerar os investimentos nacionais e entrar na mira de empresas globais com os incentivos anunciados pelo governo.
"O Brasil Semicon, fundamentado em investimentos em pesquisa e inovação, redução de custos, desoneração da cadeira produtiva, fomentará a expansão do setor com novos investimentos e novos produtos e promoverá a ação de empresas globais para o Brasil", afirmou Nunes.
E seguiu: "Ou seja, o projeto cria condições para que o Brasil possa penetrar no mercado mundial e participar das cadeias globais de semicondutores. A meta é buscar a exportação de produtos 'made in Brazil'".
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Nova Indústria Brasil
Na cerimônia, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, explicou que o Brasil Semicon integra a Missão 4 da política industrial brasileira, a NIB (Nova Indústria Brasil).
Essa missão busca impulsionar a revolução digital no país, aumentar a competitividade da indústria brasileira e gerar empregos mais qualificadas e de maior renda e conta com R$ 186,6 bilhões em investimentos, entre recursos públicos e privados.
Segundo o governo federal, os primeiros investimentos serão direcionados à fabricação de chips, fibras óticas e robôs, instalação de datacenters e computação em nuvem, otimização de processos industriais, telecomunicação, eletromobilidade, desenvolvimento de softwares e implantação de redes de infraestrutura, entre outras áreas.

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