Bitcoin (BTC) perde força como 'ouro digital' e se aproxima das ações tech
Um relatório da Grayscale aponta que, nos últimos dois anos, o Bitcoin apresentou forte correlação com ações de empresas de software.
📉 O Bitcoin (BTC) segue operando abaixo dos US$ 80 mil nesta terça-feira (8), reforçando a perda de um suporte crítico de preço em 2025, segundo cálculos de analistas do BTG Pactual, que precificam o patamar dos US$ 81,5 mil como uma região importante para guiar a recuperação da principal criptomoeda do mundo.
Por volta das 15h (horário de Brasília), a cotação do BTC girava em torno de US$ 71,1 mil, acumulando queda de −2,2% nas últimas 24 horas, enquanto a mínima diária foi de aproximadamente US$ 76,5 mil.
Desde seu pico histórico aos US$ 109,1 mil no último dia 20 de janeiro, que coincidiu com a posse do presidente dos Estados Unidos Donald Trump de volta para um segundo mandato na Casa Branca, o Bitcoin negocia com desconto de quase −30%.
"Só desde o último dia 5 de abril, quando entrou em vigor a nova rodada de tarifas de Trump, o Bitcoin caiu cerca de 9%, perdendo aproximadamente US$ 150 bilhões em valor de mercado. Tal movimento reflete forte aversão ao risco, com alta correlação ao mercado acionário dos EUA, que entrou em território considerado como de bear market", escrevem os analistas Matheus Parizotto e João Galhardo, em relatório.
Além disso, dados da rede blockchain indicam cenário delicado para investidores de curto prazo, com a maioria tomando prejuízos no atual nível de preços. Esse grupo corresponde a mais de 25% da oferta total de BTC.
"Historicamente, esses períodos coincidem com fundos de mercado, frequentemente interpretados por investidores experientes como oportunidades para aumentar exposição, apesar de as incertezas macroeconômicas pesarem no curto prazo", avalia a dupla do BTG Pactual.
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Outro aspecto que vem despertando a atenção dos entusiastas de criptomoedas nesta semana é que as ações de mineradoras de Bitcoin listadas em bolsa de valores caem à medida que o buraco nas receitas aparece.
Para o especialista em criptoativos André Franco, CEO da Boost Research, o destaque maior acaba sendo a queda das empresas listadas como a Riot Blockchina (RIOT) e CleanSpark (CLSK), mas todas elas ligadas à questão das políticas protecionistas da Casa Branca, tanto da queda do Bitcoin, que naturalmente afeta a rentabilidade dessas companhias, quanto da importação de equipamentos e principalmente a queda da lucratividade do negócio.
⛏️ "Sempre é bom lembrar que mineração de Bitcoin é um “bicho bem estranho”, porque você minera o ativo em si e, caso tenha o preço subindo, atrai mais concorrentes, diminuindo a sua margem e eventualmente atraindo empresas que podem ser melhores que a sua. Então, um negócio assim é relativamente ruim para um contexto ótimo, de, talvez, só poder comprar Bitcoin e segurá-lo", explica André Franco ao Investidor10.
Em meio à crescente tensão econômica e política, cresce a expectativa sobre antecipação de possíveis cortes de juros nos EUA pelo Federal Reserve (órgão equivalente ao nosso Banco Central).
Os mercados já precificam cerca de 50% de chance para redução da taxa básica de juros americana na próxima reunião do Federal Reserve, em 7 de maio, aumento significativo frente aos 14% da última semana.
Um relatório da Grayscale aponta que, nos últimos dois anos, o Bitcoin apresentou forte correlação com ações de empresas de software.
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