BRB (BSLI4) cobra dívida de R$ 799 mil de ex-presidente investigado no caso Master
O banco alega que Costa acumulou inadimplência em quatro operações de crédito firmadas com a instituição ao longo de três anos.
Ao longo de vários meses, a venda do Banco Master para o BRB (BSLI4) esteve estampada no noticiário. A operação foi considerada arriscada por muitos analistas, mas era tida como a solução para uma eventual crise de pagamentos por parte da instituição financeira.
Na semana passada, o Banco Central decidiu vetar o negócio entre os dois bancos. Para chegar a essa decisão, foram analisados diversos cenários, mas o que teria contribuído para a decisão final foi a megaoperação Carbono Oculto da Polícia Federal realizada no fim do mês passado.
As investigações de órgãos como o Ministério Público apontavam que gestoras de investimentos estavam sendo usadas para lavar dinheiro do crime organizado. Uma das empresas envolvidas neste caso foi a Reag Investimentos (REAG3), que gerenciava quase todos os fundos do Master.
No documento divulgado pelo BC, não foram informados os motivos que levaram os diretores a rejeitarem o acordo. No entanto, conforme destaca o Valor, a operação teria sido o “golpe final”, embora nenhum dos integrantes do Master tenha sido atingido pelas investigações, nem mesmo citados nos documentos.
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Antes disso, um deputado distrital de Brasília já havia entrado com um pedido para que o BC freasse o M&A, alegando que o dinheiro público -no caso do BRB, que é estatal- não poderia ser usado para fins questionáveis. Com a decisão posterior do BC, o próprio BRB destacou que não seguiria com a operação.
O Banco Master se tornou famoso nos últimos anos, graças aos títulos privados oferecidos aos investidores, que pagavam taxas acima da média do mercado. Depois de levantar um alto volume de recursos, muitos analistas passaram a colocar as finanças do banco em xeque.
Muitos entendiam que os títulos em circulação superavam em muito o patrimônio líquido da instituição. Diante disso, caso houvesse uma quebra, o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) seria responsável por ressarcir os investidores, mas o volume representava quase metade do disponível em caixa.
Com o revés da venda, não se sabe exatamente como as coisas ficarão no mercado a partir de agora. Há um alerta, inclusive, sobre 13 fundos de pensão que poderão tomar um calote de até R$ 3 bilhões por estarem expostos a Letras Financeiras emitidas pelo Master.
Esse tipo de ativo não tem cobertura do FGC, portanto, os investidores não seriam elegíveis a um reembolso em casa de quebra. Isso se estenderia também ao Banco da Amazônia, que tem R$ 40 milhões dos mesmos títulos.
Nesta segunda (8), o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) destacou que a decisão do BC coloca em risco todo o sistema financeiro nacional. "Então eu acho que quanto antes o Banco Central soltar isso, até para dar oportunidade para o BRB avaliar se vai avançar no negócio, se vai desistir e desistindo se outra instituição, seja privada ou pública, tem interesse em comprar esse capital", disse o governador.
O banco alega que Costa acumulou inadimplência em quatro operações de crédito firmadas com a instituição ao longo de três anos.
FII deve reunir 9 imóveis avaliados em US$ 6,5 bi, que devem ser cedidos pelo Distrito Federal.
O aumento de capital também prevê uma subscrição mínima de R$ 529 milhões.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, anunciou a medida após 11 horas de reunião na Câmara Legislativa do DF.
Decisão busca o ressarcimento dos prejuízos sofridos pelo BRB em transações com o Master.
Ideia é emitir até 1,675 bilhão de novas ações ordinárias, a um preço de R$ 5,29 cada.
Federalização é vista como alternativa mais complexa, mas deve ser analisada pelo conselho da estatal.
O texto autoriza o Executivo local a contratar até R$ 6,6 bilhões em crédito junto ao FGC e outras instituições financeiras.
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