Acordo entre Minerva (BEEF3) e Marfrig (MRFG3) avança no Cade
Superintendência Geral do Cade recomendou a aprovação da compra de ativos da Marfrig pela Minerva, mediante acordo de controle de concentração.

A Minerva (BEEF3) está mais perto de concluir a aquisição de ativos da Marfrig (MRFG3) no Brasil, Chile e Argentina. Isso porque o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) caminha para aprovar a operação, desde que as companhias celebrem um Acordo em Controle de Concentrações.
⚖️ A Superintendência Geral do Cade recomendou na última sexta-feira (9) que o Tribunal Administrativo do órgão aprove a operação, mediante a celebração de um acordo que diminua os limites materiais e geográficos estabelecidos na cláusula de não concorrência do contrato.
Na avaliação do órgão, "as restrições inicialmente estabelecidas nas cláusulas de não concorrência não estariam em conformidade com a jurisprudência do Cade, encontrando-se fora dos limites material e geográfico estabelecidos nos precedentes, portanto, podendo suscitar preocupações concorrenciais".
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O Acordo em Controle de Concentrações, no entanto, resolveria esse problema, além de permitir "a proteção do investimento realizado pela empresa adquirente nos limites do ato de concentração e não limita a atuação da empresa vendedora nos mercados relevantes que não são afetados pela operação", segundo o órgão.
O parecer final da Superintendência Geral do Cade agora será avaliado por um conselheiro-relator do Tribunal do Cade, que deve decidir sobre o acordo. A Minerva e a Marfrig lembraram, então, que o fechamento do contrato depende da decisão final do Cade e também de outras condições precedentes.
Acordo de R$ 7,5 bilhões
🥩 Conforme anunciado em agosto de 2023, a Minerva pretende comprar oito unidades de abate de bovinos, três unidades inativas e um centro de distribuição da Marfrig no Brasil, além de uma unidade de abate de bovinos na Argentina e uma unidade de abate de ovinos no Chile.
O negócio ainda previa a compra de três unidades de abate de bovinos no Uruguai, avaliadas em R$ 675 milhões. O órgão de concorrência do Uruguai, no entanto, barrou a aquisição em maio. A Minerva prometeu recorrer da decisão.
Ao todo, o negócio é avaliado em R$ 7,5 bilhões e, de acordo com a Minerva "reforça sua liderança como a maior exportadora de carne bovina da América do Sul". Já a Marfrig disse, em agosto de 2023, que a operação estava alinhada à "estratégia de focar na produção de carnes com marca e produtos de maior valor agregado".

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