Veja empresas da B3 que ganham e perdem com as tarifas de Trump
O presidente dos Estados Unidos anunciou uma tarifa "recíproca" de 10% para o Brasil na última quarta-feira (3).

📊 Na última quarta-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), anunciou a aplicação de uma tarifa recíproca de 10% sobre produtos brasileiros. Além disso, o político disse que vai impor tarifas de 25% sobre "todos os carros produzidos fora do país".
Com isso, 5 empresas da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) podem ser afetadas pelas novas medidas, segundo Fernando Marx, contribuidor do TC Investimentos. O cenário se repete, visto que, em março, 4 empresas listadas na B3 já haviam sofrido com a tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio (VALE3, USIM5, GGBR4 e a CSNA3).
Segundo Marx, a imposição de uma tarifa de 25% sobre fabricantes de automóveis tem um impacto direto em empresas brasileiras como Iochpe-Maxion (MYPK3), que pode sofrer uma redução nas vendas de veículos nos EUA, e Tupy (TUPY3), que mantém fábricas no México e exporta diretamente para os EUA.
Como resultado mais amplo, uma economia americana enfraquecida pode prejudicar exportadores brasileiros de vários setores, incluindo empresas como Randon (RAPT4), Portobello (PTBL3) e Gerdau (GGBR4), todas com operações relevantes nos EUA.
3 empresas podem sair ganhando com a decisão
Por outro lado, o setor do agronegócio pode ganhar destaque na bolsa. Com o agravamento das tensões comerciais entre China e EUA, o Brasil desponta como um provável beneficiado.
As exportações brasileiras de commodities, sobretudo agrícolas, podem ganhar mais tração — considerando que a previsão pela Conab é de uma supersafra com 322 milhões de toneladas. Com isso, as empresas bem posicionadas nesse cenário são:
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Brasil tem mais alguma oportunidade com a decisão?
Apesar de afetar algumas empresas listadas da B3, a decisão de Trump também pode trazer oportunidades significativas para o Brasil, pelo menos é o que acredita Rodolpho Damasco, sócio e head de Private Offshore da Nomos Investimento.
"O agronegócio, por exemplo, que já enfrenta forte concorrência internacional, pode ganhar espaço em mercados onde os produtos americanos se tornem menos atrativos. Além disso, segmentos industriais brasileiros, como autopeças e manufaturados, podem se beneficiar ao ocupar nichos antes dominados por empresas dos EUA", analisou.
🗣️ Vale citar que o Congresso brasileiro já aprovou o projeto de lei que autoriza o Brasil a adotar a chamada reciprocidade tarifária e ambiental no comércio com outros países. A medida deve ser sancionada até sexta-feira (4). Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia sinalizado que o país estava disposto a negociar com os Estados Unidos.
“Nos causaria até certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada, uma vez que nós estamos com uma mesa de negociação desde sempre com aquele país justamente para que a nossa cooperação seja cada vez mais forte”, disse Haddad, em entrevista a jornalistas na última terça-feira (1º).
No entanto, as tarifas foram confirmadas e o governo brasileiro lamentou a decisão. “Uma vez que os EUA registram recorrentes e expressivos superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando US$ 410 bilhões, a imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a “reciprocidade comercial” não reflete a realidade”, afirmou a nota.
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