Shell confirma aporte de R$ 3,5 bi para salvar Raízen (RAIZ4) e quer manter 'união'

O CEO da Shell no Brasil afirmou que a empresa prefere manter a estrutura atual da companhia sem divisões.

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Publicado em 03/03/2026 às 15:07h - Atualizado Agora Publicado em 03/03/2026 às 15:07h Atualizado Agora por Matheus Silva
A Raízen é controlada em conjunto pela Shell e pela Cosan, em estrutura de joint venture (Imagem: Divulgação/Raízen)
A Raízen é controlada em conjunto pela Shell e pela Cosan, em estrutura de joint venture (Imagem: Divulgação/Raízen)
💰 A Shell confirmou o compromisso de investir R$ 3,5 bilhões na Raízen (RAIZ4), maior produtora global de açúcar e etanol de cana-de-açúcar, que enfrenta dificuldades financeiras após uma sequência de prejuízos e aumento expressivo da dívida líquida.
A declaração foi feita pelo presidente-executivo da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, nesta terça-feira (3).
A Raízen, que também é uma das líderes em distribuição de combustíveis no país, viu seus resultados pressionados por investimentos onerosos e condições climáticas adversas que prejudicaram as safras nos últimos trimestres.
Na divulgação de resultados referentes ao quarto trimestre de 2025, a companhia alertou sobre uma "incerteza relevante" quanto à sua capacidade de continuar operando.

Shell quer manter a Raízen unida

Costa afirmou que a Shell prefere manter a estrutura atual da companhia sem divisões, preservando o negócio de distribuição de combustíveis junto às refinarias e demais ativos.
Segundo o executivo, a petroleira britânica também espera que a Cosan (CSAN3), sócia na joint venture que controla a Raízen, seja capaz de realizar um aporte adicional equivalente de R$ 3,5 bilhões, o que elevaria o total da recapitalização para R$ 7 bilhões.
A possibilidade de separar a Raízen em duas unidades distintas no futuro não foi descartada por Costa, mas ele deixou claro que essa discussão só deve ocorrer após a conclusão do processo de recapitalização.

Contexto da crise e disputas entre acionistas

A Raízen é controlada em conjunto pela Shell e pela Cosan, em estrutura de joint venture. O BTG Pactual (BPAC11), que administra um fundo que ingressou no grupo de acionistas controladores da Cosan no ano passado, chegou a propor a divisão da companhia em duas partes, separando a operação de distribuição de combustíveis dos demais ativos. 
📊 A proposta, no entanto, gerou insatisfação entre credores da Raízen, segundo apuração da Reuters.

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