Reajuste do diesel da Petrobras terá impacto de R$ 0,06 nos postos, diz CEO da Petrobras

Magda Chambriard afirma que subsídio do governo vai amortecer reajuste anunciado pela estatal.

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Publicado em 13/03/2026 às 17:41h - Atualizado Agora Publicado em 13/03/2026 às 17:41h Atualizado Agora por Wesley Santana
Presidente da Petrobras ocupa o cargo desde 2024 (Imagem: Shutterstuck)
Presidente da Petrobras ocupa o cargo desde 2024 (Imagem: Shutterstuck)

Na tarde desta sexta-feira (13), a CEO da Petrobras (PETR4), Magda Chambriard, deu mais detalhes sobre o reajuste do preço do diesel anunciado pela companhia. Segundo ela, o acréscimo de R$ 0,38 por litro vai representar um aumento de R$ 0,06 nas bombas dos postos de combustíveis.

Mais cedo, a estatal informou que aderiu ao programa de subvenção do governo federal, que deve amortecer o preço do diesel. O Ministério da Fazenda vai pagar R$ 0,32 por litro, além de ter zerado os tributos federais que incidem sobre o óleo diesel.

“O reajuste está em consonância com nossa estratégia de preços. A adesão à MP (medida provisória do governo para tentar conter a alta dos preços) gera um valor recebido para a Petrobras de R$ 0,70. O governo desonera com a MP R$ 0,32”, detalhou.

Embora tenha subido o diesel, a companhia não fez nenhuma alteração no preço da gasolina e de outros combustíveis. Atualmente, o preço médio da gasolina no país é de R$ 6,30, conforme informações da própria estatal.

Leia mais: Petrobras (PETR4) entra no programa de subvenção ao diesel; veja como vai funcionar

Durante a coletiva de imprensa, Chambriard também pontuou que a adesão ao programa de subvenção não muda a estratégia de precificação da Petrobras. Pelo contrário, acessar o programa aumenta os recebimentos da companhia em até R$ 0,70 por litro, valor que seria repassado ao público para evitar prejuízos.

A medida do governo vem na esteira de um aumento expressivo do preço do petróleo no mercado internacional, que chegou a superar a barreira dos US$ 120 por barril. Os analistas já esperavam que a companhia fizesse algum reajuste, o que impactaria de forma direta na inflação de março.

Do lado do governo, a principal preocupação está no diesel, pois é o combustível mais usado na logística brasileira. Desta forma, o aumento do combustível poderia proporcionar uma escalada em vários outros setores, como nos supermercados.

O governo informou que o custo do subsídio para o diesel e do zeramento dos impostos federais é de R$ 30 bilhões. Esse valor será compensado por uma alta de 12% na taxa de exportação do petróleo produzido dentro do Brasil.

“Nós vamos fazer tudo o que for possível para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro, não vai chegar ao prato de feijão, à salada, à alface, à cebola e à comida dos mais pobres”, declarou Lula.

"A maior pressão vem do diesel, e não da gasolina. É com o diesel que estamos mais preocupados, pelo fato de afetar as cadeias produtivas de forma mais enfática. O escoamento da safra é feito por caminhões a diesel, e o plantio é feito com maquinário que usa diesel”, continuou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.