Cosan (CSAN3) e Shell avaliam aporte de R$ 10 bi para 'socorrer' a Raízen
Paralelamente às tratativas sobre o aporte, a Raízen avança em um plano de desinvestimentos que pode somar cerca de R$ 10 bilhões.
Depois de anos de crescimento acelerado, a Raízen (RAIZ4) sofreu um prejuízo milionário e viu sua alavancagem crescer no segundo trimestre da safra 2024/2025. Contudo, parece querer mudar de rumo. Por isso, está reformulando a sua diretoria executiva.
🧑💼A Raízen já havia ganhado novos CEO e CFO no último dia 14 de novembro: Nelson Gomes deixou o comando da Cosan (CSAN3) para assumir a presidência da Raízen e Rafael Bergman trocou a vice-presidência Financeira e a Diretoria de Relações com Investidores da Rumo (RAIL3) pelas da Raízen.
Mas, nessa quinta-feira (5), anunciou outras mudanças na diretoria, como a criação da vice-presidência de Mobilidade Brasil. O posto ficará com Leonardo Gadotti Filho, que já atuou como vice-presidente executivo de Logística, Distribuição e Trading da Raízen e hoje é conselheiro da Cosan.
Com isso, Nelson Gomes e Rafael Bergman vão comandar a empresa ao lado dos seguintes executivos:
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As mudanças na Raízen fazem parte de uma grande reformulação da liderança do grupo Cosan, que tem sofrido com os juros altos e busca formas de reduzir o seu endividamento, a partir da gestão dos seus negócios.
A acionista da Vale (VALE3), sócia da Raízen e controladora da Moove, Compass, Radar e Rumo, a Cosan também ganhou um novo CEO recentemente: Marcelo Martins trocou a vice-presidência de Estratégia pelo comando da holding em novembro, depois que Nelson Gomes foi para a Raízen.
💲 Em conversa com analistas nesta semana, Martins indicou que o objetivo é reduzir a alavancagem e ajustar a estrutura de capital da holding, dado o custo mais alto da dívida.
"A empresa mudará seu foco para eficiência, alocação diligente de capital, retorno sobre investimentos e excelência operacional. Por sua vez, o crescimento e a diversificação desempenharão um papel menos proeminente na estratégia do grupo", relatou a XP.
⛽ O plano ainda envolve mudanças significativas na Raízen, segundo a XP. Depois da conversa com Martins, a corretora espera que a produtora de açúcar e etanol venda ativos, reduza custos e até investimentos para diminuir a alavancagem.
"Acreditamos que a Raízen concentrará seus recursos humanos e de capital em seus negócios principais de distribuição de combustíveis no Brasil e açúcar e etanol, afastando-se do empreendimento de diversificação, reduzindo o capital investido em trading e voltando a escalá-lo para apoiar as operações de açúcar e etanol", disse a XP.
Paralelamente às tratativas sobre o aporte, a Raízen avança em um plano de desinvestimentos que pode somar cerca de R$ 10 bilhões.
As ações da Raízen estão sendo negociadas abaixo de R$ 1 desde 6 de outubro, o que caracteriza um penny stock segundo as regras da B3.
Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) também sobem, com combate à informalidade no setor de combustíveis.
A empresa anunciou as renúncias de Cristiano Pinto da Costa e Rodrigo Araújo Alves.
Produtora de açúcar e etanol traz resultados do segundo trimestre da atual safra 2025/2026.
Tanto a holding diversificada quanto sua joint-venture, que atua na produção de açúcar & etanol, estão sob nova direção.
O pagamento será feito à vista na conclusão do negócio, sujeito aos ajustes usuais de mercado.
A reorganização foi aprovada por unanimidade em AGE e integra o plano estratégico do grupo para centralizar os ativos.
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