Prévia do PIB: IBC-Br volta a crescer em novembro

O indicador bateu projeções e subiu 0,7% em novembro, após dois meses de queda.

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Publicado em 16/01/2026 às 09:36h - Atualizado Agora Publicado em 16/01/2026 às 09:36h Atualizado Agora por Marina Barbosa
Segundo o BC, a indústria puxou o IBC-Br de novembro (Imagem: Shutterstock)
Segundo o BC, a indústria puxou o IBC-Br de novembro (Imagem: Shutterstock)
A atividade econômica brasileira voltou a crescer na reta final de 2025, após alguns meses cambaleando.
📈 Considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) avançou 0,7% em novembro de 2025.
O resultado interrompe uma sequência de dois meses consecutivos de retração da atividade econômica brasileira.
Além disso, superou as projeções do mercado, que esperava uma alta de 0,4% do indicador. E foi o mais alto desde janeiro de 2025, quando o IBC-Br cresceu 1,3%.
Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (16) pelo BC (Banco Central), o avanço foi puxado pela indústria e pelos serviços. Já a agropecuária teve um saldo negativo em novembro. Veja:
  • Indústria: 0,8%;
  • Serviços: 0,6%;
  • Agropecuária: -0,3%.

Acumulado do ano

📊 Com o avanço de 0,7% em novembro, o IBC-Br passou a acumular uma alta de 2,4% em 2025.
O resultado oficial do PIB (Produto Interno Bruto) do ano passado será divulgado em 3 de março pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo o Boletim Focus, o mercado acredita que a economia brasileira cresceu 2,26% no ano passado.
A projeção aponta para um crescimento menor que o 2024, quando o PIB do Brasil teve alta de 3,4%.
E o mercado acredita que essa desaceleração vai continuar neste ano, devido principalmente ao impacto dos juros altos na atividade econômica. A expectativa é de que o PIB do Brasil cresça 1,80% em 2026, segundo o Boletim Focus.

Impacto para a Selic

💲 A alta acima do esperado do IBC-Br de novembro reduz ainda mais as chances de cortes de juros neste mês.
Inicialmente, o mercado achava que o Copom (Comitê de Política Monetária) poderia dar início ao ciclo de cortes da Selic já na reunião marcada para o final de janeiro.
Agora, a expectativa é de que os ajustes só comecem em março, já que o BC tem mantido uma postura cautelosa em relação à redução da inflação e o maior nível de atividade econômica pode pressionar os preços.