Políticos criam novos cargos públicos ao custo de R$ 5,3 bilhões só em 2026

Congresso Nacional aprova projeto de lei que cria cargos na Esplanada dos Ministérios e melhora salário de servidores.

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Publicado em 10/03/2026 às 21:31h - Atualizado Agora Publicado em 10/03/2026 às 21:31h Atualizado Agora por Lucas Simões
Projeto de lei com custo bilionário em 2026 só depende de aprovação de Lula (Imagem: Shutterstock)
Projeto de lei com custo bilionário em 2026 só depende de aprovação de Lula (Imagem: Shutterstock)
Agora só depende da aprovação ou recusa do presidente Lula a validade de um projeto de lei que cria novos cargos no funcionalismo público federal, além de melhorar salários e reestruturar carreiras existentes, tudo isso ao custo de R$ 5,3 bilhões em 2026.
Os senadores aprovaram na noite desta terça-feira (10) a reorganização de carreiras do serviço público federal, abrindo espaço para novas funções administrativas na Esplanada dos Ministérios, proposta que já havia sido votada na Câmara dos Deputados.
Nas estimativas do líder do governo Lula no Congresso Nacional, o senador Randolfe Rodrigues (PT/Amapá), o projeto de lei deve beneficiar mais de 270 mil servidores públicos, embora aumente os gastos orçamentários e pressione ainda mais o custo da dívida pública brasileira
Um dos novos cargos criados é a figura do Analista Técnico do Poder Executivo, caracterizada como uma carreira transversal de nível superior, englobando o suporte técnico e administrativo da máquina pública.
Na prática, se promove a oferta de 66 cargos de Analista Técnico do Poder Executivo, cujas atribuições estão emaranhadas em outras carreiras já previstas no funcionalismo público federal, como administrador, arquivista, bibliotecário, contador e técnico em comunicação social. A justificativa dos políticos é a redução de distorções remuneratórias e maior trânsito dos servidores na Esplanada dos Ministérios.
Vale mencionar que o texto aprovado pelos políticos não é de agora, já que suas discussões ainda na Câmara dos Deputados ocorreram em 2023. Contudo, a conclusão das votações em ambas as casas legislativas só agora coincide com o momento em que as atenções estão voltadas para as questões geopolíticas no Oriente Médio e os impactos possíveis ao Brasil.
Entre as jabuticabas presentes dentro do projeto de lei está a criação também do Instituto Federal do Sertão Paraibano, que será instalado na região de Patos, município do interior da Paraíba, berço político do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/Paraíba). O parlamentar acompanhou a votação da matéria no Senado.