Petrobras terá de subir preços do petróleo, diz XP após barril a US$ 100

Relatório diz que estatal pode ganhar até US$ 5 bilhões a cada US$ 10 de aumento no barril

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Publicado em 09/03/2026 às 12:10h - Atualizado Agora Publicado em 09/03/2026 às 12:10h Atualizado Agora por Wesley Santana
Petroleo acumula uma das maiores altas dos últimos anos (Imagem: Shutterstock)
Petroleo acumula uma das maiores altas dos últimos anos (Imagem: Shutterstock)

“Em nossa visão, não há dúvida de que a Petrobras (PETR4) terá que aumentar os preços. Se não o fizer, as distribuidoras de combustíveis e os postos de gasolina enfrentarão uma crescente escassez de diesel dentro de duas ou três semanas”, inicia o relatório da XP Investimentos publicado nesta segunda-feira (9).

A corretora destaca a alta do petróleo global nas últimas semanas, motivada pela guerra no Oriente Médio. No último fim de semana, a commodity ultrapassou a marca de US$ 100 pela primeira vez desde o fim da pandemia.

Para Regis Cardoso, analista da XP responsável pela cobertura do setor de óleo e gás, caso a estatal não comece a transferir os aumentos, seria uma espécie de corte na carne. Isso porque a empresa teria que transferir os lucros e prejuízos às distribuidoras, que até comprariam o petróleo com desconto em relação aos preços praticados no mercado internacional.

Diante disso, a análise é de que os reajustes devem acontecer não só pelo preço da comercialização do óleo, mas também para que a companhia mantenha suas finanças em dia. Ele destaca que cada aumento de US$ 10/bbl reflete em um ganho adicional de até US$ 5 bilhões para a estatal.

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Além disso, pontua que o spread do refino do petróleo também contribui para elevar o orçamento da Petrobras. Neste caso, houve uma elevação de quase 300% em relação aos US$ 27/bbl em que negociava antes do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Na conta do relatório, entre as petrolíferas da bolsa, a Petrobras e a Prio (PRIO3) são as menos afetadas pelo atual cenário. Para cada US$ 10 de aumento no barril de petróleo bruto (bbl), os hedges limitam a alta em 4 pontos percentuais para a Brava e 3 pontos percentuais para PetroReconcavo, enquanto o índice chega a 5 pontos para PRIO e Petrobras.

“Continuamos a preferir a PRIO e a Petrobras – acreditamos que essas duas empresas continuam a oferecer o melhor equilíbrio entre risco e retorno. Também vemos as distribuidoras bem posicionadas para se beneficiarem, e a Vibra continua sendo nossa preferência no setor de distribuição de combustíveis”, escreve o analista.

Nesta segunda, a Petrobras continua sua trajetória de alta, que a coloca entre as melhores companhias da bolsa em 2026. Por volta das 11h, os papéis da estatal eram negociados com alta de 3%, aos R$ 43.

O mesmo acontece com outras empresas do setor listadas na bolsa brasileira, conforme dados da B3. Prio sobe quase 4%, Brava (BRAV3) avança cerca de 2% e PetroReconcavo (RECV3) cresce 1,5%. A distribuidora Vibra (VBBR3) segue no mesmo caminho, totalizando valorização de 2%, com as ações negociando acima de R$ 31.

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