Petrobras retoma produção de 1 milhão de barris por dia no Campo de Tupi

O salto na produção foi possibilitado pela interligação de onze novos poços, elevando o total de poços no ativo para mais de 150.

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Publicado em 13/01/2026 às 19:22h - Atualizado 8 horas atrás Publicado em 13/01/2026 às 19:22h Atualizado 8 horas atrás por Matheus Silva
Para a Petrobras, o retorno de Tupi a este patamar é "o resgate de um símbolo" (Imagem: Shutterstock)
Para a Petrobras, o retorno de Tupi a este patamar é "o resgate de um símbolo" (Imagem: Shutterstock)

🚨 A Petrobras (PETR4) confirmou nesta terça-feira (13), que o campo de Tupi voltou a operar em sua capacidade máxima histórica, atingindo a marca de 1 milhão de barris de óleo por dia (bpd).

O anúncio, feito pela presidente Magda Chambriard, celebra o sucesso de um plano de revitalização que buscou interromper o declínio natural de um ativo que já foi o maior produtor do Brasil.

Para a Petrobras, o retorno de Tupi a este patamar é "o resgate de um símbolo", reafirmando a capacidade técnica da empresa em gerir jazidas complexas e maduras.

O salto na produção foi possibilitado pela interligação de onze novos poços ao longo de 2025, um esforço de engenharia que elevou o total de poços perfurados no ativo para mais de 150.

A Petrobras opera o campo de Tupi como líder do consórcio, detendo a maioria da participação ao lado de parceiros estratégicos como a Shell e a Galp.

Esse "gigante" do pré-sal, que havia atingido a marca de 1 milhão pela primeira vez em 2019, agora divide o protagonismo com o campo de Búzios, consolidando a Petrobras como operadora de dois ativos de classe mundial com produção individual superior a sete dígitos.

Estratégia de Revitalização e Futuro

A Petrobras não pretende parar por aqui. A companhia já iniciou estudos para a perfuração de poços adicionais em Tupi e avalia, junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP), a instalação de uma nova unidade de produção (FPSO) a partir de 2031.

Além disso, a estatal busca estender a vida útil das nove plataformas que já operam no campo, garantindo que o fluxo de caixa gerado pelo ativo permaneça robusto por mais décadas.

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Essa resiliência operacional é vital para o Plano de Negócios da companhia. O pré-sal hoje representa cerca de 80% da produção total da Petrobras.

Em janeiro de 2025, a produção acumulada nesta camada geológica atingiu o recorde de 7 bilhões de barris, impulsionada justamente por Tupi, Búzios e Mero.

A capacidade da Petrobras em manter o baixo custo de extração nessas áreas, aliado a uma das menores pegadas de carbono da indústria global, torna a empresa uma das mais competitivas do mundo.

O que isso significa para os investidores

Para os investidores, a retomada da produção em Tupi traz segurança quanto à capacidade da Petrobras em repor reservas e manter dividendos.

Em um cenário de incertezas geopolíticas, ter uma produção doméstica em ascensão e tecnicamente estável blinda a companhia.

📊 O sucesso em Tupi serve como prova de conceito para outros projetos de revitalização, como os da Bacia de Campos, mostrando que a Petrobras possui o know-how necessário para extrair valor máximo de seus ativos ao longo de todo o seu ciclo de vida.

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