Petrobras (PETR4) avança na África, com aquisição na Namíbia
A estatal comprou uma participação de 42,5% em um bloco exploratório de 11 mil km².
Magda Chambriard, presidente da Petrobras (PETR4), declarou nesta quarta-feira (28) que a redução do volume de gás natural reinjetado nos campos, conforme desejo do governo, não será viável em algumas áreas devido a limitações infraestruturais. A companhia possui plataformas projetadas em gestões anteriores sem a capacidade de exportar gás para o litoral.
🗣️ A executiva afirmou que essa questão está sendo reavaliada, caracterizando uma 'correção de rota' nos planos da empresa. O governo busca diminuir a quantidade de gás natural reinjetada nos poços após a extração de petróleo, visando ampliar a oferta desse recurso no mercado interno e, consequentemente, reduzir seus preços.
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“Em alguns campos não será possível, em outros sim. Com a Rota 3, por exemplo, vamos trazer gás para a costa e, por óbvio, vamos reduzir a reinjeção de gás. E não vamos reduzir a reinjeção de gás tanto quanto queríamos por essa questão de infraestrutura”, disse a CEO. Segundo Chambriard, a alteração nos processos para diminuir a reinjeção de gás ocorrerá nas novas plataformas a serem construídas.
💬 A executiva justificou que as plataformas atuais e as em construção não possuem a infraestrutura necessária para essa adaptação, em consonância com o disposto no decreto que condiciona a medida à viabilidade técnica. A presidente da Petrobras enfatizou a importância da reinjeção para evitar a comercialização excessiva de gás.
Vale lembrar que na última segunda-feira (26), Lula fez uma cobrança direta à Petrobras, alertando que a empresa não pode “queimar gás”. O presidente também defendeu que o gás deve ser “um instrumento da cesta básica” e mencionou que a população em alguns Estados não consegue pagar R$ 140 pelo botijão.
A estatal comprou uma participação de 42,5% em um bloco exploratório de 11 mil km².
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
Segundo comunicado, os acordos firmados podem resultar na comercialização de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro.
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