Petrobras (PETR4): Produção cresce e atinge 3,2 milhões de boed em dezembro
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A Petrobras (PETR4) bateu recordes de produção no segundo trimestre de 2025. Por isso, deve pagar dividendos generosos para os seus acionistas, mesmo com a recente queda dos preços do petróleo, segundo analistas.
🛢️ A estatal registrou uma produção média de 2,91 MMboed (milhões de barris de óleo equivalente por dia) no segundo trimestre. O resultado cresceu 5% na base anual, devido ao avanço do pré-sal, e ainda foi acompanhado pelos seguintes recordes:
Os dados de produção foram apresentados nessa terça-feira (29) e renovaram a expectativa do mercado pelos dividendos da Petrobras. O provento deve ser anunciado junto com o balanço do 2T25, no próximo dia 7 de agosto, após o fechamento do mercado.
Pelos cálculos do mercado, a estatal deve pagar até R$ 1 por ação em dividendos neste trimestre, já que os resultados operacionais fortes podem compensar a baixa dos preços do petróleo.
💰 O dividendo de R$ 1 por ação é projetado pela Ativa Investimentos e equivale a um DY (DividendYield) de 3,1%.
Já o BTG Pactual e a XP Investimentos projetam um DY de 3,0% no trimestre, o que seria equivalente à distribuição de um total de US$ 2,2 bilhões a US$ 2,3 bilhões em dividendos.
O Santander, por sua vez, projeta US$ 2,1 bilhões em dividendos, o que corresponde a um DY de 2,5%.
As projeções são ligeiramente superiores ou sugerem estabilidade em relação ao que foi pago pela companhia com base nos resultados do primeiro trimestre deste ano.
Na ocasião, a Petrobras teve um lucro líquido de R$ 35 bilhões (US$ 6 bilhões) e distribuiu R$ 11,72 bilhões (US$ 2,1 bilhões) em dividendos, o equivalente a R$ 0,9091 por ação.
🔎 A Genial Investimentos ressaltou, no entanto, que o valor exato dos dividendos vai depender de como a execução dos investimentos vai afetar o fluxo de caixa da companhia.
Isso porque a Política de Remuneração aos Acionistas da Petrobras diz que, em caso de endividamento bruto igual ou inferior ao nível máximo de endividamento definido no plano estratégico em vigor, a companhia deve distribuir aos seus acionistas 45% do fluxo de caixa livre, um indicador que é calculado a partir do fluxo de caixa operacional e do volume de investimentos realizado pela estatal a cada trimestre.
Apesar do alerta, a Genial não vê motivos para acreditar que a generosidade em dividendos da estatal deva cessar neste momento de alta da produção, mesmo em um ambiente de preços menos interessantes.
Leia também: Petrobras (PETR4) reduz em 14% preço do gás natural para distribuidoras
📊 Diante desses dados de produção, o BTG Pactual acredita que a Petrobras vai lucrar US$ 5,9 bilhões no segundo trimestre de 2025, com um Ebitda ajustado de US$ 10,9 bilhões.
A XP é menos otimista. A casa projeta um lucro líquido de US$ 4,8 bilhões e um Ebitda de US$ 10,5 bilhões.
As projeções indicam uma recuperação em relação ao mesmo período de 2024, quando a Petrobras teve um prejuízo de R$ 2,6 bilhões (US$ 344 milhões).
Contudo, apontam para o risco de uma estabilidade ou até desaceleração dos resultados em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando a companhia teve um lucro de R$ 35 bilhões (US$ 6 bilhões) e um Ebitda ajustado de R$ 61 bilhões (US$ 10,4 bilhões).
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
Segundo comunicado, os acordos firmados podem resultar na comercialização de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro.
O objetivo é compensar o declínio natural de campos mais antigos e reforçar a presença da companhia.
A estatal também reforçou que o valor pago pelo consumidor final não depende apenas do preço da molécula do gás comercializado.
Ela lembrou ainda que a companhia já mantém um projeto de gás natural na Colômbia.
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