Dividendos da Petrobras (PETR4) podem decepcionar no 4T25, alerta BTG
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
A Petrobras (PETR4) aprovou nesta quinta-feira (7) a distribuição de R$ 17,12 bilhões em dividendos intercalares. É o equivalente a cerca de R$ 1,32 por ação ordinária e preferencial de emissão da estatal.
💰 O provento foi aprovado com base nos resultados do terceiro trimestre deste ano, quando o lucro da estatal saltou 22,3%, para R$ 32,6 bilhões.
De acordo com a estatal, o provento "é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia" e está alinhado a sua política de remuneração aos acionistas.
Essa política prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre do trimestre em caso de endividamento bruto igual ou inferior ao nível máximo de endividamento definido no seu Plano Estratégico (atualmente US$ 65 bilhões).
Leia também: Petrobras (PETR4): Lucro cresce 22,3% no 3º trimestre, para R$ 32,6 bilhões
Terão direito aos dividendos os acionistas registrados no próximo dia 23 de dezembro de 2024.
As ações da Petrobras serão negociadas na condição de ex-dividendos a partir de 26 de dezembro na B3.
No caso dos ADRs (American Depositary Receipts) negociados na Bolsa de Nova York, a data de corte é 27 de dezembro.
🗓️ Já o pagamento será feito de forma parcelada, em fevereiro e março de 2025. Veja as datas de pagamento:
Em comunicado, a Petrobras disse que ainda não decidiu se esse provento será distribuído sob a forma de dividendos e/ou JCP (Juros sobre o Capital Próprio). A decisão sai até 12 de dezembro.
A estatal garantiu, por sua vez, que os valores de cada parcela serão atualizados pela taxa Selic até a data de pagamento.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
Segundo comunicado, os acordos firmados podem resultar na comercialização de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro.
O objetivo é compensar o declínio natural de campos mais antigos e reforçar a presença da companhia.
A estatal também reforçou que o valor pago pelo consumidor final não depende apenas do preço da molécula do gás comercializado.
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