Petrobras (PETR4) avança na África, com aquisição na Namíbia
A estatal comprou uma participação de 42,5% em um bloco exploratório de 11 mil km².
A diretora de exploração e produção da Petrobras (PETR4), Sylvia Anjos, afirmou nesta quinta-feira (24) que, mesmo que o Ibama conceda a licença ambiental para perfurar na Bacia da Foz do Amazonas, a companhia iniciará as atividades exploratórias apenas em 2025.
🗣️ Segundo a diretora, o início da perfuração só será possível após a realização de um processo de limpeza do casco da sonda, que terá duração aproximada de dois meses. Em seguida, a sonda será transportada até o poço, o que demandará mais 20 dias.
Durante uma aula aberta na Coppe/UFRJ, Anjos informou que a Petrobras desembolsou "centenas de milhões de reais" em investimentos para a perfuração na Foz do Amazonas. Esses gastos incluem a construção de estruturas específicas para atender às exigências do Ibama e o aluguel da sonda, que tem um custo diário estimado em US$ 600 mil.
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💬 A diretora destacou os desafios logísticos impostos pelo Ibama para a realização da perfuração. Entre as exigências do órgão ambiental estão a adaptação do aeroporto de Oiapoque e a construção de novos centros de resgate de fauna, um em Belém e outro em Oiapoque.
Anjos reconheceu ainda a necessidade de buscar novas alternativas para a exploração de petróleo. Nesse sentido, a companhia intensificará as atividades exploratórias na Bacia de Pelotas e também avaliará oportunidades em outros países. No entanto, Anjos ressaltou que o Brasil continua sendo um foco estratégico para a empresa, devido ao seu grande potencial.
A estatal comprou uma participação de 42,5% em um bloco exploratório de 11 mil km².
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
Segundo comunicado, os acordos firmados podem resultar na comercialização de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro.
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