Petrobras (PETR4) avança na África, com aquisição na Namíbia

A estatal comprou uma participação de 42,5% em um bloco exploratório de 11 mil km².

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Publicado em 06/02/2026 às 08:20h - Atualizado Agora Publicado em 06/02/2026 às 08:20h Atualizado Agora por Marina Barbosa
Petrobras voltou à África em 2024 e agora entrou no 6º bloco do continente (Imagem: Shutterstock)
Petrobras voltou à África em 2024 e agora entrou no 6º bloco do continente (Imagem: Shutterstock)
A Petrobras (PETR4) segue ampliando as suas operações na África, na busca de novas fronteiras de exploração de petróleo.
🛢️ A estatal anunciou nesta sexta-feira (6) a compra de uma participação de 42,5% em um bloco exploratório situado na costa da Namíbia.
A operação foi realizada em parceria com a TotalEnergies, que também adquiriu 42,5% e atuará como operadora do bloco.
O valor do negócio não foi informado, mas a Petrobras garantiu que a aquisição observou todos os trâmites da sua governança corporativa e está em conformidade com o Plano de Negócios 2026-2030.
Além disso, observou que a transação "está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, voltada à diversificação de portfólio e à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras e do fortalecimento de parcerias estratégicas".
"A aquisição de novos blocos é fundamental no planejamento de médio e longo prazo da Petrobras, visando à manutenção de reservas de óleo e gás", disse a CEO da Petrobras, Magda Chambriard.

6º bloco na África

⛽ A Petrobras tem buscado novas fronteiras de exploração para garantir que a sua produção de petróleo continuará em crescimento, já que há uma previsão de declínio na produção do pré-sal a partir de 2030.
A principal aposta da companhia nesse sentido é a Margem Equatorial, área que vai do Rio Grande do Norte ao Amapá e inclui a Foz do Amazonas.
Contudo, a estatal também decidiu retomar à exploração na costa oeste africana em 2024, por entender que a área conta com condições geológicas semelhantes às do pré-sal.
"Temos bastante conhecimento geológico da região, em grande parte análoga as nossas bacias sedimentares", disse a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos.
Nesse sentido, a Petrobras já fechou a compra de participações em outros cinco blocos exploratórios africanos nos últimos dois anos, sendo quatro em São Tomé e Príncipe e um na África do Sul.
"Olhamos com atenção a costa oeste Africana e as boas oportunidades na África. Foi assim em São Tomé e Príncipe, África do Sul e, agora, Namíbia", comentou Sylvia Anjos.
A conclusão do negócio na Namíbia, contudo, ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo as aprovações governamentais e regulatórias do Ministério da Indústria, Minas e Energia da Namíbia.

O bloco da Namíbia

O bloco que entrou na mira da Petrobras e da TotalEnergies está localizado na Bacia de Lüderitz e cobre uma área de aproximadamente 11 mil km² na costa da Namíbia.
O governo da Namíbia também investe no ativo, por meio da estatal Namcor Exploration and Production, que mantém uma participação de 10%.
Os outros 5% de participação são da Eight Offshore Investment Holdings. Já a Maravilla Oil & Gás decidiu encerrar a sua participação no ativo, vendendo a sua fatia para a Petrobras e a TotalEnergies.

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