Pague Menos (PGMN3) homologa aumento de capital de R$ 144,5 milhões
Os papéis foram emitidos ao preço de R$ 5,51 por ação, totalizando R$ 144.500.003,46.
Na noite da última terça-feira (11), a Pague Menos (PGMN3) informou ao mercado o preço das ações na nova emissão. Segundo a companhia, o valor fixado é de R$ 6,55, mesmo patamar de negociação no pregão do dia.
No total, a empresa vai emitir 35 milhões de novos papéis, volume que somará cerca de R$ 229 milhões em capital. Com isso, o capital total da rede de drogarias passará a ser de R$ 2,4 bilhões, ainda de acordo com o documento.
A companhia contratou o BTG Pactual para liderar a oferta, mas Itaú BBA, XP Investimentos, Bradesco BBI e Santander também participam do processo. A aquisição dos papeis está disponível apenas para os investidores profissionais, que são aqueles com mais de R$ 10 milhões aplicados em bancos de investimento.
O dinheiro captado será usado exclusivamente para capital de giro e financiamento da expansão da companhia pelo país. Os planos é de abertura de novas lojas em diversas cidades, conforme destacou em prospecto enviado aos órgãos reguladores.
A oferta subsequente de ações acontece alguns dias depois de a companhia divulgar seus resultados do quarto trimestre de 2025. Na temporada, a Pague Menos atingiu um lucro de R$ 135 milhões, o que representa uma alta de 86% na comparação anual.
Houve também um aumento de quase 20% na receita bruta, que chegou a R$ 4,3 bilhões, e avanço de 55,6% no Ebitda, que fechou o 4T25 em R$ 249 milhões. Entre os indicadores internos, as vendas médias por loja somaram R$ 855 mil, um índice considerado favorável para empresas do setor farmacêutico.
A drogaria tem passado por um momento positivo na bolsa de valores, alcançando uma valorização de 130% no intervalo dos últimos 12 meses. Apesar disso, a empresa tenta pelo menos voltar ao patamar do IPO, em 2020, quando as ações foram precificadas em R$ 10.
Esse, inclusive, é o novo preço-alvo projetado pelo Safra para a companhia, mas com foco no fim de 2026. Os analistas emitiram um relatório recente, onde destacam a recomendação de compra para os papeis.
“O preço-alvo definido pelo Safra para o fim de 2026 de R$ 10/ação é baseado em um valuation por DCF (FCFF), com taxa de crescimento de 5,5%, Ke de 15,8% e WACC de 12,9% (comparado a 16,4% e 13,3% das premissas anteriores), implicando um potencial de valorização de 43%”, escreveram.
Os papéis foram emitidos ao preço de R$ 5,51 por ação, totalizando R$ 144.500.003,46.
As ações passam a ser negociadas "ex-JCP" a partir de 26 de dezembro, sendo que o pagamento está agendado para 2 de fevereiro de 2026.
Ações serão entregues a funcionários e administradores da empresa, em plano de ações restritas.
O custo das mercadorias vendidas totalizou R$ 2,61 bilhões.
Companhia descontinuou projeções enquanto estuda a possibilidade do follow-on.
A companhia apresentou uma receita bruta de R$ 3,97 bilhões, um avanço de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.
O lucro líquido ajustado da empresa no período foi de R$ 13,1 milhões.
Operadora das redes de farmácias Pague Menos e Extrafarma bate participação de mercado de 6,5% ao final do ano passado
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