Oncoclínicas (ONCO3) assina acordo com Porto Seguro (PSSA3)
O anúncio foi feito no último domingo (15) em fato relevante ao mercado.
O céu é o limite para as ações da Oncoclínicas (ONCO3), que, nesta segunda-feira (23), dispararam 65% na bolsa de valores. Por volta das 16h, os papéis eram negociados em R$ 2,56, o dobro do valor visto no começo da semana passada.
O movimento vem depois de um acordo entre a Porto (PSSA3) e Fleury (FLRY3) para a criação de uma nova companhia que seria responsável pelos ativos da rede de oncologia. As duas empresas comprariam a rede de clínicas, enquanto a ONCO3 se concentraria nos hospitais e ativos que mantém no exterior.
A nova empresa receberia o nome de NewCo, que nasceria já com parte das dívidas de sua antiga dona. A expectativa é que a Porto e a Fleury paguem, cada uma, até R$ 500 milhões pelo negócio.
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A nova empresa também fará emissões de dívidas no mercado, com títulos marcados para 48 meses. A partir do 36º mês, eles poderiam ser convertidos em ações da companhia, prevê a proposta que circula entre as três marcas.
Ao final do período, a Oncoclínicas terá direito a subscrever até 30% dessas debêntures. A empresa poderá transferir parte de suas dívidas para a nova marca.
Para ser concluído, o negócio ainda depende de várias etapas, a começar por uma auditoria na Oncoclínicas. Assinaturas e eventuais análises de órgãos reguladores são os próximos passos no fechamento da venda.
A Oncoclínicas é uma das principais interessadas no negócio, depois de ver parte do seu patrimônio diluído em aplicações que envolvem o Banco Master. A rede de saúde especializada assinou um termo de exclusividade para garantir a negociação dos termos finais junto à Porto e Fleury.
O anúncio foi feito no último domingo (15) em fato relevante ao mercado.
Investimento pode separar clínicas de oncologia em nova empresa.
A companhia também destacou que segue cumprindo rigorosamente as regras de divulgação de informações.
A operação, finalizada na quarta-feira (5), envolve 84% do capital social da unidade hospitalar.
As entidades ressaltaram que não pretendem alterar o controle ou a administração da Oncoclínicas.
Após revelar exposição de R$ 430 milhões ao Banco Master, empresa enfrenta pressão por mudanças na gestão.
A operação envolveu a emissão de 471.514.866 novas ações ordinárias ao preço de R$ 3,00 cada.
Oncoclínicas, Emae, Cedae e fundos de pensão estão entre os credores após a liquidação do banco.
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