Safra elege Bradesco (BBDC4) como novo banco favorito e vê alta de até 30%
A instituição elegeu o Bradesco como novo banco favorito, com potencial de 30%, e atualizou projeções para Itaú, BB e Santander Brasil.
O Bradesco (BBDC4) avalia listar o seu braço de seguros na B3. A possibilidade foi antecipada pelo CEO do Grupo Bradesco Seguros, Ivan Gontijo, e poderia impulsionar os negócios do banco na bolsa, na avaliação de analistas.
🏦 Em entrevista à "Folha de S. Paulo", Ivan Gontijo disse que o eventual IPO (oferta pública inicial) do Bradesco Seguros "é um ponto que permeia as nossas mentes em avaliação permanente". Contudo, ressaltou que a oferta depende de boas condições de mercado.
"Isso está muito mais ligado à oportunidade, que não se fabrica. Ela é criada pelo mercado. Se fizer sentido, nós estamos abertos para planejar algo mais estruturado", afirmou.
Apesar disso, a possibilidade já repercute entre os analistas. A avaliação é de que o Bradesco Seguros poderia performar bem na bolsa, assim como vem ocorrendo com a Caixa Seguridade (CXSE3) e BB Seguridade (BBSE3).
📈Em relatório, o Itaú BBA explicou que as subsidiárias de seguros de grandes bancos tendem a se beneficiar da recente alta dos juros. Por isso, tornaram-se uma opção atrativa para os investidores.
O Bradesco, por outro lado, vem tendo um ano difícil, em meio ao andamento do seu plano de reestruturação financeira. Por isso, acumula uma desvalorização superior a 20% no ano na B3.
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O Itaú BBA acredita, então, que o IPO "pode ser relevante para a história de ações do Bradesco, e a notícia chega em um momento oportuno, dadas as atuais condições de mercado".
"Não vemos o movimento potencial como necessário do ponto de vista de capital, mas sim relacionado a um momento de mercado, mudanças operacionais na área da saúde e, finalmente, uma oportunidade de desbloqueio de valor", afirmou.
O BTG Pactual acrescentou que, diante desse cenário, "seria muito provável que o braço de seguros estivesse sendo negociado em uma avaliação muito maior em relação ao banco no caso de um IPO".
"O Bradesco (como um grupo inteiro) está sob pressão significativa de uma perspectiva de avaliação, negociando abaixo de seu valor contábil. O negócio de seguros, no entanto, está indo muito bem, com um desempenho notável nos últimos trimestres/anos", disse o BTG.
💲 O Bradesco Seguros lucrou R$ 6,5 bilhões nos nove primeiros meses deste ano. Com isso, respondeu por cerca de 45% de todo o lucro de R$ 14,2 bilhões registrado pelo grupo Bradesco no período.
Além disso, atingiu um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 23,7% no terceiro trimestre, bem acima do ROE de 12,4% do Bradesco.
A unidade abrange as empresas Bradesco Saúde, Bradesco Seguros, Bradesco Vida e Previdência, Bradesco Capitalização, BSP Empreendimentos Imobiliários e a Atlântica Hospitais.
O grupo tem focado sobretudo em saúde, inclusive por meio de aquisições e joint ventures. O Bradesco Seguros se uniu, por exemplo, com a Rede D'Or (RDOR3), para criar uma nova rede hospitalar, a Atlântica D'Or, neste ano.
O plano, no entanto, é expandir os produtos de agronegócio e previdência e as operações nas regiões Norte e Nordeste no próximo ano.
Diante disso e das expectativas de lucro para 2025, o Itaú BBA calcula que o Bradesco Seguros poderia atingir um valuation de aproximadamente R$ 90 bilhões na bolsa.
Com o IPO do seu braço de seguros, no entanto, o Bradesco poderia passar a ser avaliado em R$ 45 bilhões, ou seja, aproximadamente 35% do valor de mercado atual. Para os analistas, isso mostra o poder do lucro e das avaliações de seguros.
O BTG diz, contudo, que o IPO "poderia ajudar o Bradesco a melhorar sua posição de capital em termos muito mais atrativos".
A instituição elegeu o Bradesco como novo banco favorito, com potencial de 30%, e atualizou projeções para Itaú, BB e Santander Brasil.
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Por volta das 13h10 (horário de Brasília), o principal índice da B3 caia 0,07%, sendo cotado aos 181.983 pontos.
Para os analistas, o momento reflete menos euforia de curto prazo e mais a leitura de que o banco já colhe resultados da reorganização.
Destaque do balanço, o ROE atingiu 15,2% no 4T25, alta de 2,5 pp em 12 meses e de 0,5 pp no trimestre.
Na avaliação do Itaú BBA, os bancões já negociam levemente acima das médias históricas dos últimos cinco anos.
Os novos valores brutos passam a ser de R$ 0,017249826 por ação ordinária e R$ 0,018974809 por ação preferencial.
Terão direito ao recebimento dos proventos os acionistas que possuírem posição acionária na companhia ao final do dia 29 de dezembro.
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