Nasdaq entra em bear market em 2025; entenda o que muda para ações de tecnologia nos EUA
Consultor financeiro Einar Rivero, da Elos Ayta, comenta o que está acontecendo com os mercados globais após o tarifaço de Trump

🐻 Você sabe o que significa quando um investimento entra no chamado 'bear market', o mercado do urso?
Pois, é o que exatamente aconteceu nesta sexta-feira (4) com o famoso índice acionário Nasdaq-100, que engloba as maiores empresas do setor de tecnologia listadas em bolsa de valores dos Estados Unidos. Um exemplo bastante conhecido dos brasileiros que integra esse índice estrangeiro são as ações da Apple (AAPL34).
O próprio mercado acionário americano em sua totalidade sofreu um duro golpe nos últimos pregões, com quedas acentuadas nos principais índices de Wall Street, comenta o consultor financeiro Einar Rivero, sócio da Elos Ayta.
"Desde o dia 20 de janeiro de 2025, data da posse do presidente Donald Trump, o Nasdaq Composite acumula uma desvalorização de −20,59%, consolidando um cenário de forte aversão ao risco. Apenas nos últimos dois dias, o tombo foi de −11,44%, com um recuo expressivo de −5,82% no dia 4 de abril", afirma.
Nem mesmo o índice Dow Jones ficou de fora da turbulência desencadeada pelos temores de uma recessão econômica nos EUA, após Trump ter anunciado uma nova leva de tarifas comerciais sobre produtos importados pelos americanos, enquanto os países atingidos revidam, em especial à China com a tarifação de 34%.
O índice das blue chips (ações de maior capitalização na Bolsa de Valores de Nova York e mais ligadas à velha economia) já recua −11,9% desde a posse presidencial e desabou −9,26% apenas nos últimos dois pregões. No fechamento do dia 4 de abril, a queda foi de −5,5%, agravando a perda de 3,98% registrada na sessão anterior.
➡️ Leia mais: Como fica investir nos EUA após as tarifas de Trump? BTG revisa preço-alvo do S&P 500
Por que os investimentos em ações nos EUA estão caindo em 2025?
Já o S&P 500, referência para o mercado americano ao abarcar as 500 maiores empresas do país, acumula uma retração de −15,38% desde 20 de janeiro.
Nos últimos dois dias, a queda já chega a −10,53%, sendo −5,97% apenas na sessão mais recente – um desempenho ainda pior do que o recuo de −4,84% registrado no último dia 3 de abril. No Brasil, é possível investir diretamente nele por meio do iShares S&P 500 ETF (IVVB11).
Para o especialista, o movimento reflete um momento de incerteza nos mercados globais, com investidores reagindo a mudanças na política econômica do governo Trump, além de pressões macroeconômicas e geopolíticas.
🔥 "O temor de um aperto monetário mais severo e uma deterioração do cenário fiscal americano adicionam mais lenha à fogueira, aumentando a volatilidade dos ativos", conclui Einar Rivero.

AAPL34
AppleR$ 54,90
28,33 %
24,30 %
0.34%
34,18
49,23

Apple (AAPL34) perde mais de R$ 1,6 trilhão com novas tarifas de Trump
Em um único dia, as ações da empresa despencaram 9,2%, eliminando aproximadamente US$ 311 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhão) em valor de mercado.

No day after das tarifas, ações da Apple (AAPL34) despencam 8% na bolsa
Nvidia (NVDC34) também vê seus papeis recuando no pregão.

Ações da Apple (AAPL34) despencam com anúncio de “tarifaço” de Trump
As tarifas devem impactar os principais centros de produção da gigante de tecnologia localizados fora dos Estados Unidos.

Rumores de novo produto fazem ações da Apple (AAPL34) saltarem
Empresa deve lançar nova versão de iPhone SE

Apple (AAPL34) fecha parceria com Alibaba, veja motivo
A colaboração tem como objetivo principal levar serviços de IA da Apple para China.

Ações da Apple (AAPL34) sobem mais de 3%, mesmo com queda nas vendas de iPhone na China
Gigante de tecnologia registrava ganhos no pregão estendido de Wall Street, após projetar crescimento de receitas no 1º trimestre de 2025

Meta abre processo contra Apple no Cade por anti competição
Empresa alega que rival usa sistema de privacidade para discriminar apps terceiros

Apple (AAPL34) ‘encosta’ nos US$ 4 trilhões e fica perto de bater recorde histórico
Desde o início de novembro, as ações da Apple acumularam uma alta de 16%, adicionando US$ 500 bilhões ao seu valor de mercado.