BRB aciona STF para liberar recursos de carteiras do Master que estão bloqueados
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, anunciou a medida após 11 horas de reunião na Câmara Legislativa do DF.
A notícia de que o BRB (BSLI4) quer comprar 58% do Banco Master levantou debates sobre a situação financeira da instituição. Afinal, o Master vinha executando uma política agressiva de captação de crédito nos últimos meses, a ponto de já deter uma das maiores carteiras de passivos do país.
De acordo com dados do BC (Banco Central), o Master tinha R$ 45,6 bilhões em depósitos a prazo em junho de 2024. Esta era a 11ª maior carteira de todos os bancos brasileiros. Para se ter ideia, o BRB detinha cerca de R$ 17 bilhões em depósitos a prazo no mesmo período.
Veja os bancos com mais depósitos a prazo em junho de 2024, segundo dados do BC:
Depósitos a prazo representam os produtos financeiros em que o banco pega um valor "emprestado" dos seus clientes com a promessa de devolvê-lo depois de um determinado período, mediante o pagamento de juros. É o que acontece, por exemplo, com CDBs (Certificados de Depósito Bancário), um instrumento amplamente utilizado pelo Master.
📈 O Banco Master chegou a colocar no mercado CDBs com retorno de 140% do CDI, um rendimento bem acima do praticado por grandes bancos, que normalmente pagam algo mais próximo do CDI. E muitos desses CDBs eram cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), o fundo que protege correntistas e investidores de bancos em risco de solvência.
Veja aqui quais investimentos possuem garantia do FGC
💲 O FGC tinha R$ 107,8 bilhões ao final de junho de 2024 para socorrer clientes de bancos em dificuldades financeiras. Logo, uma eventual quebra do Banco Master poderia consumir cerca de 42% desse estoque, tensionando o mercado, como mostrou o "Estado de S. Paulo".
O jornal acrescentou que aproximadamente metade dos CDBs emitidos pelo Banco Master devem migrar para o BRB, caso o negócio entre as instituições avance. O BRB, no entanto, pretende rolar esses papeis a taxas de mercado depois do seu vencimento, para reduzir o seu risco, segundo disse o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, ao "Estado de S. Paulo".
O BRB anunciou na sexta-feira (28) um acordo para a compra de 58% do capital social do Banco Master. O negócio é avaliado em cerca de R$ 2 bilhões e, de acordo com o BRB, está em linha com "sua estratégia de expansão e fortalecimento de sua posição no mercado financeiro".
🏦 A avaliação do Banco de Brasília é de que o Banco Master agrega expertise em cartão de crédito consignado, câmbio, mercado de capitais e atacado ao seu negócio. Já o Will Bank, banco digital do Grupo Master, pode contribuir com a sua presenta digital, viabilizando um atendimento mais ágil e eficiente, sobretudo do público de baixa renda.
"Essa sinergia entre BRB, Banco Master e Will Bank cria um ecossistema financeiro completo, integrando força de marca, expertise em segmentos estratégicos e inovação digital para oferecer soluções cada vez mais acessíveis e eficientes ao mercado brasileiro", afirmou.
O negócio, contudo, depende da aprovação do BC e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Além disso, depende de uma reestruturação do Banco Master, de modo que "certos ativos e passivos não estratégicos, incluindo participações societárias em controladas, serão segregados do Banco Master" e não farão parte do acordo com o BRB.
Leia também: Banco Central deve barrar compra do Banco Master pelo BRB, diz jornal
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, anunciou a medida após 11 horas de reunião na Câmara Legislativa do DF.
Decisão busca o ressarcimento dos prejuízos sofridos pelo BRB em transações com o Master.
Ideia é emitir até 1,675 bilhão de novas ações ordinárias, a um preço de R$ 5,29 cada.
Federalização é vista como alternativa mais complexa, mas deve ser analisada pelo conselho da estatal.
O texto autoriza o Executivo local a contratar até R$ 6,6 bilhões em crédito junto ao FGC e outras instituições financeiras.
A discussão ocorre em momento delicado para o BRB, que enfrenta dificuldades após a crise do Banco Master.
A Caixa Econômica Federal estaria negociando a compra de carteiras de crédito do BRB, segundo reportagem de O Globo.
O risco apontado é que esses papéis possam ser cancelados para absorver prejuízos, o que implicaria perda integral para o investidor.
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