Méliuz (CASH3) avalia follow-on de R$ 150 mi para comprar mais Bitcoin

A companhia analisa opções de oferta e o follow-on poderá incluir bônus de subscrição para atrair investidores.

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Publicado em 19/05/2025 às 20:34h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 19/05/2025 às 20:34h Atualizado 1 minuto atrás por Matheus Silva
A proposta ainda está em fase preliminar (Imagem: Shutterstock)
A proposta ainda está em fase preliminar (Imagem: Shutterstock)

🚨 Poucos dias após formalizar sua transformação na primeira Bitcoin Treasury Company da América Latina, o Méliuz (CASH3) anunciou, nesta segunda-feira (19), que estuda captar pelo menos R$ 150 milhões por meio de uma oferta pública de ações (follow-on) ou emissão de títulos de dívida, para continuar investindo em Bitcoin (BTC).

A proposta ainda está em fase preliminar. Segundo fato relevante enviado à CVM, a companhia analisa opções como títulos conversíveis ou não em ações, e o follow-on poderá incluir bônus de subscrição para atrair investidores. O BTG Pactual (BPAC11) foi contratado como coordenador da possível oferta.

A empresa reforça que nenhuma decisão definitiva foi tomada e que qualquer movimento dependerá das condições de mercado e das aprovações regulatórias necessárias.

Aposta agressiva em bitcoin movimenta a B3

O anúncio vem na esteira da alteração do estatuto social do Méliuz, aprovada em assembleia extraordinária, autorizando a companhia a utilizar parte relevante do seu caixa para investir diretamente em bitcoin como ativo estratégico de longo prazo.

Com isso, a empresa passou a se posicionar como a primeira do Brasil e da região a adotar o BTC como reserva de valor corporativa — modelo semelhante ao da norte-americana MicroStrategy, que inspirou o movimento.

A mudança causou forte reação do mercado: as ações CASH3 subiram 30% no pregão seguinte à aprovação. Nesta segunda-feira, no entanto, o papel recuou mais de 20%, refletindo a volatilidade e as incertezas quanto à nova estratégia.

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Já são mais de 320 bitcoins na tesouraria

De forma prática, o Méliuz já começou a executar sua nova diretriz. A empresa comprou 274,5 bitcoins na semana passada por aproximadamente US$ 28,4 milhões, a um preço médio de US$ 103,6 mil por unidade.

Somado à primeira aquisição realizada em março — quando investiu cerca de US$ 4,1 milhões para comprar 45,7 BTC —, a companhia acumula 320,2 bitcoins em sua tesouraria, com preço médio de US$ 101,7 mil por moeda digital.

A empresa afirmou que a decisão não altera seu core business, centrado em soluções de cashback e serviços financeiros, mas abriu espaço para que acionistas contrários à nova política solicitem reembolso de suas ações, conforme previsto na legislação societária.

Analistas apontam riscos e questionam foco da empresa

📈 Apesar da valorização acumulada de mais de 210% nas ações da CASH3 em 2025, parte do mercado enxerga com ceticismo a guinada da companhia rumo ao universo cripto.

Analistas de diferentes casas avaliam que a estratégia pode ser arriscada, especialmente em um momento em que o bitcoin opera com alta volatilidade e após já ter registrado forte valorização nos últimos meses.

Além disso, há críticas sobre uma eventual desconexão da tese de negócios original, com foco em fidelização e cashback, em direção a uma alocação agressiva de capital em um ativo não produtivo.

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