Ibovespa vira no final do pregão e fecha em alta com possível fim da guerra no Irã

O índice reverteu as perdas no fechamento e subiu 0,35% após Netanyahu sinalizar que a guerra no Irã pode estar chegando ao fim.

Publicado em 19/03/2026 às 17:48h Publicado em 19/03/2026 às 17:48h por Matheus Silva
O dólar comercial também reverteu a alta e encerrou em queda de 0,58%, a R$ 5,21 (Imagem: Shutterstock)
O dólar comercial também reverteu a alta e encerrou em queda de 0,58%, a R$ 5,21 (Imagem: Shutterstock)
🚨 O Ibovespa (IBOV) encerrou esta quinta-feira (19) com alta de 0,35%, aos 180.270,62 pontos, após uma sessão marcada por forte volatilidade. 
O índice chegou a bater a mínima de 176.295 pontos durante o pregão, mas reverteu as perdas na hora final de negociação, sustentado pela declaração do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de que a guerra contra o Irã terminará "mais rápido do que as pessoas pensam."
O dólar comercial também reverteu a alta e encerrou em queda de 0,58%, a R$ 5,21. Os juros futuros, que subiam ao longo do dia como reflexo da aversão ao risco, fecharam com baixas generalizadas ao longo de toda a curva.

Copom corta Selic em 0,25 pp e mantém postura cautelosa

Na véspera, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, cumprindo o compromisso assumido na reunião de janeiro, mas optando pela magnitude mínima de corte diante das incertezas geopolíticas.
Em comunicado, o Copom sinalizou que os próximos passos dependerão da evolução do conflito no Oriente Médio.
"O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços", diz o comunicado.
A Fiesp criticou o patamar ainda elevado dos juros. "Não há euforia de demanda que justifique tal rigor, independentemente de aspectos externos. Ao contrário, o que se observa é uma punição ao investimento e à inovação em favor da inércia da renda fixa", afirmou a entidade.

Bancos centrais globais mantêm juros e apontam guerra como risco

Na quarta-feira (18), o Fed (Federal Reserve) havia mantido os juros inalterados nos EUA. Nesta quinta (19), o Banco Central Europeu seguiu o mesmo caminho, alertando que o conflito pressiona as perspectivas de crescimento e inflação na zona do euro. 
O Banco da Inglaterra manteve a taxa em 3,75% ao ano e o Banco do Japão reforçou o foco nos riscos de alta da inflação.
Nos EUA, o presidente Donald Trump voltou a afirmar que a guerra terminará em breve, mas simultaneamente ameaçou atacar campos de gás natural no Irã. O Pentágono solicitou US$ 200 bilhões adicionais para financiar o conflito. 
Com o cenário volátil, os futuros do petróleo Brent chegaram a encostar nos US$ 120 o barril antes de reverter para queda após a declaração de Netanyahu.

Hapvida dispara 14,98%; Minerva e Grupo Mateus lideram quedas

Entre os destaques do pregão, a Hapvida (HAPV3) reverteu queda expressiva na abertura, após balanço considerado decepcionante, e fechou com alta de 14,98%. 
Os grandes bancos também sustentaram o índice: Santander (SANB11) avançou 1,15%, Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 0,71%, Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 0,43% e Bradesco (BBDC4) avançou 0,05%.
Na ponta negativa, o Grupo Mateus (GMAT3) despencou 14,43% após resultado trimestral fraco. A Minerva (BEEF3) caiu 10,70% após o balanço do 4T25 e cortes de recomendação por analistas. 
📈 A Vale (VALE3) recuou 0,65%, acompanhando a queda do minério de ferro. A Petrobras (PETR4) encerrou com baixa de 0,47% com o recuo do petróleo no fim do dia.