Ibovespa perde mais de 4 mil pontos após tocar os 186 mil ; dólar cai para R$ 5,17

O IFIX, que acompanha o desempenho dos principais fundos imobiliários, perdia 0,42%.

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Publicado em 29/01/2026 às 11:12h - Atualizado Agora Publicado em 29/01/2026 às 11:12h Atualizado Agora por Elanny Vlaxio
O dólar recuava 0,45% (Imagem: Shutterstock)
O dólar recuava 0,45% (Imagem: Shutterstock)
O mercado financeiro reagiu positivamente ao comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgado na noite de quarta-feira (28). Após chegar ao patamar dos 186 mil pontos, o Ibovespa passou a recuar e, por volta das 11h50 (horário de Brasília), acumulava queda superior a 4 mil pontos, sendo negociado na faixa dos 181.500 mil pontos.No mesmo horário, o dólar apresentava desvalorização de 0,45%, cotado a R$ 5,17.
Por outro lado, o IFIX, que acompanha o desempenho dos principais fundos imobiliários, perdia 0,42%, aos 3.832,31 pontos. No mercado de criptoativos, o tom era igualmente negativo: o Bitcoin (BTC) registrava baixa de 3,23%, enquanto o Ethereum (ETH) recuava 4,86%. Lá fora, o cenário também é negativo, com:

O que mexe com o mercado

No pós-Copom, a leitura predominante entre do mecado é que o Copom adotou um tom mais brando ao sinalizar a possibilidade de início do ciclo de cortes de juros já na próxima reunião, marcada para março. A sinalização foi suficiente para impulsionar os ativos domésticos.
Segundo Sara Paixão, analista de Macroeconomia da InvestSmart XP, o comunicado trouxe uma mudança relevante na comunicação da autoridade monetária. “O Copom manteve a taxa Selic inalterada no patamar de 15% ao ano. Porém, em seu comunicado, sinalizou que deve iniciar o ciclo de corte de juros durante a próxima reunião, que acontecerá em março”, afirmou.
Lá fora, o Fed (Federal Reserve) manteve a taxa de juros após três cortes realizados no ano passado, decisão que veio em linha com o esperado pelo mercado e reforçou a leitura de cautela adotada pelos formuladores de política monetária.
Segundo Bruna Centeno, economista, sócia e advisor da Blue3 Investimentos, a manutenção reflete tanto o ambiente macroeconômico quanto fatores políticos recentes.
“O Banco Central americano faz a manutenção de juros após três cortes realizados no ano passado. Lembrando que essa decisão vem em linha com o que o mercado esperava”, afirmou. Ela destacou ainda que o cenário também envolve “a própria questão recente do embate de Trump com o Jerome Powell”.

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