Petrobras (PETR4) terá de pagar R$ 2,5 milhões por vazamento na Foz do Amazonas
Estatal é alvo de infração por parte do Ibama, que identificou o derramamento de fluído oleoso.
Comprada pelo fundo árabe Mubadala em 2021, a Refinaria Mataripe terá um dia de paralisações nesta quarta-feira (6). Funcionários da refinaria prometem cruzar os braços a partir das 6h15 em protesto contra demissões realizadas em 2024.
⛽ Segundo a FUP (Federação Única dos Petroleiros), 150 trabalhadores, sendo 30 próprios e 120 terceirizados, foram demitidos da Refinaria Mataripe nas últimas duas semanas. Foram 28 demissões só nesta terça-feira (5), ainda de acordo com o sindicato.
Diante disso, a FUP, o Sindipetro Bahia (Sindicato dos Petroleiros) e o Siticcan (Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial) aprovaram uma paralisação para esta quarta-feira (6). "Lutamos pela manutenção dos empregos", disse o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.
Localizada na Bahia, a refinaria é administrada pelo grupo Acelen, do Mubadala, e contava com 1.725 empregados, sendo 700 terceirizados, antes das demissões, segundo a FUP.
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Antiga Rlam (Refinaria Landulpho Alves), a Refinaria Mataripe foi vendida pela Petrobras (PETR4) ao Mubadala por US$ 1,65 bilhão em 2021, no governo de Jair Bolsonaro (PL). Agora, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Petrobras tenta recuperar a operação.
🤝 Em viagem a Abu Dhabi em fevereiro, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, reuniu-se com representantes do Mubadala e discutiu a construção de uma "parceria que visa recuperar a operação" da refinaria. Segundo Prates, o objetivo é desenhar uma "nova configuração societária e operacional" para o empreendimento ainda neste primeiro semestre de 2024.
Estatal é alvo de infração por parte do Ibama, que identificou o derramamento de fluído oleoso.
A estatal comprou uma participação de 42,5% em um bloco exploratório de 11 mil km².
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
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