‘Estreito de Trump’: Quem está vencendo a guerra EUA-Irã?

Presidente Donald Trump reforça favoritismo dos americanos em conflito no Oriente Médio.

Publicado em 27/03/2026 às 20:43h Publicado em 27/03/2026 às 20:43h por Lucas Simões
Depois do Golfo da América, vem aí o 'Estreito de Trump' (Imagem: Divulgação/The White House)
Depois do Golfo da América, vem aí o 'Estreito de Trump' (Imagem: Divulgação/The White House)
Nesta sexta-feira, dia 27 de março de 2026, chegamos ao fatídico março de um mês desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, conflito armado que logo se alastrou por diversas partes do Oriente Médio.
Dos mesmos criadores do Golfo da América, o presidente americano Donald Trump logo tratou de chamar o Estreito de Ormuz, passagem marítima estratégica para exportações de petróleo, de 'Estreito de Trump'.
Brincadeiras à parte, Trump tratou de não classificar o conflito armado com os iranianos de guerra, mas sim de operação militar. A medida se assemelha bastante a como o presidente russo Vladimir Putin classifica sua intervenção contra a Ucrânia.
“Eles precisam abrir o Estreito de Trump”, disse o presidente dos EUA durante discurso em evento realizado em Miami, aproveitando a ocasião para mostrar que os americanos têm tido vantagem nas negociações com o regime dos aiatolás.
Trump parabenizou a resiliência com que as monarquias do Golfo Pérsico, países como Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Omã, têm resistido aos bombardeios de mísseis de baixo custo lançados aos milhares pelo Irã. 
Apesar de as bolsas de valores mundo afora se mostrarem céticas com a proximidade do fim da guerra no Irã, Trump tratou de endereçar em que pé ele acredita que sua operação militar se encaminha.
“Estamos mais perto do que nunca da ascensão do Oriente Médio. Vamos livrar o Oriente Médio do regime radical do Irã”, declarou Trump, sem explicar direito o que seria tal ascensão.