Com deságio de 10%, consórcio leva rodovias do litoral de SP
Governo de SP vai pagar R$ 179,1 mi por ano pela concessão de 30 anos

🛣️ O consórcio Novo Litoral arrematou o leilão da PPP do Litoral Paulista nesta terça-feira (16).
O grupo é liderado Companhia Brasileira de Infraestrutura (CBI), que tem 65% das ações, e pela construtora Consladel com outros 35%. As empresas serão responsáveis por 213 km de rodovias que ligam a Grande São Paulo à Baixada Santista.
O valor estimado do contrato é de R$ 4,3 bilhões, com prazo de concessão de 30 anos. O Estado conseguiu negociar um desconto de 10,17% na contraprestação, totalizando repasses anuais de R$ 179,1 milhões.
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O ativo faz parte do Programa de Parcerias de Investimentos do governo de São Paulo, que tem planeja conceder outros 20 itens públicos. O leilão foi feito na B3 –a bolsa de valores do Brasil- e contou com a participação da Acciona, que propôs um deságio de apenas 1% ao Executivo.
Segundo informações do Palácio dos Bandeirantes, as tarifas de pedágio nas rodovias concedidas vão variar entre R$ 1,08 e R$ 6,29 por automóvel. As novas praças vão contar com o sistema free flow, que permitem pagamentos imediatos -na hora da passagem- ou automáticos posteriores.
Dentro do esperado
🗣️ Em entrevista coletiva após o leilão, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) avaliou como “dentro do esperado” o resultado da operação. O político foi questionado sobre a presença de uma empresa que já foi alvo de investigações por suspeita de corrupção -no caso, a Consladel.
“Não é preocupação, é um grupo que tem concessões no Mato Grosso e está se saindo bem lá. É um grupo bem posicionado no litoral, então eles têm contratos no litoral, têm equipamentos, têm condição de fazer um excelente trabalho. Obviamente, a regulação vai atuar em conjunto para que a gente tenha um empreendimento bem-sucedido”, afirmou Freitas.
Sobre a disputa ter envolvido apenas empresas de médio porte, o atual mandatário do estado disse que esses projetos menores têm mais dificuldades para atrair grupos mais consolidados no mercado. “É uma concessão pequena”, avaliou. “Fica difícil um grupo tradicional se viabilizar, ter margem para entrar”, completou.
Sobre o deságio oferecido pelos consócios participantes, o governador destacou ser “razoável”. “Um desconto alto, às vezes, preocupa, porque, às vezes, significa destruição do valor, então é um desconto razoável”, afirmou.

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