ANP libera Petrobras (PETR4) para voltar a perfurar na Foz do Amazonas
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
🚨 A presidente da Petrobras (PETR4), Magda Chambriard, criticou nesta terça-feira (13) com a prática de postos que utilizam a marca BR — mas que pertencem à Vibra Energia (VBBR3) — venderem combustíveis a preços elevados, mesmo após sucessivas reduções promovidas pela estatal nas refinarias.
Durante coletiva de imprensa, Chambriard destacou que, embora a Petrobras tenha vendido integralmente sua antiga distribuidora de combustíveis, a BR Distribuidora, em gestões passadas, um acordo firmado na época permite que a marca BR continue sendo usada nos postos agora controlados pela Vibra.
A executiva foi enfática ao apontar que as quedas nos preços do diesel promovidas recentemente não têm sido repassadas ao consumidor final.
"A gente recomenda que quem compra essa gasolina, que quem compra o diesel, que quem compra o QAV (querosene de aviação), pergunte por que é que esse valor não está chegando à ponta. Porque a ponta não é mais conosco", afirmou.
Chambriard também reforçou o desconforto da Petrobras com a situação: "Nos preocupa, sim, ter nossa marca, divulgada e espalhada pelo Brasil, vendendo uma gasolina acima do preço, incorporando margem".
No entanto, ela reconheceu que, por força contratual, a estatal precisa aceitar o uso da marca.
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Procurada para se posicionar sobre as declarações, a Vibra Energia informou que não iria comentar o assunto.
Desde o dia 1º de abril, a Petrobras realizou três reduções no preço médio do diesel vendido às distribuidoras, refletindo a queda nas cotações internacionais do petróleo Brent. As reduções acumuladas somam um corte de R$ 0,45 por litro.
📊 A preocupação da Petrobras se concentra no fato de que essas quedas, pensadas para beneficiar diretamente o consumidor, estariam sendo absorvidas pelas margens de distribuição e revenda, o que impede que os motoristas e consumidores finais sintam o alívio no bolso.
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
Segundo comunicado, os acordos firmados podem resultar na comercialização de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro.
O objetivo é compensar o declínio natural de campos mais antigos e reforçar a presença da companhia.
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