BRB aciona STF para liberar recursos de carteiras do Master que estão bloqueados
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, anunciou a medida após 11 horas de reunião na Câmara Legislativa do DF.
📊 Como será que andam as taxas de rentabilidade pagas pelos CDBs do Banco Master no mercado secundário de renda fixa em abril de 2025? A ferramenta do Investidor10 aponta que existem títulos que permitem emprestar dinheiro ao banco em troca do investidor receber quase 17% ao ano até 2033.
Por exemplo, a simulação aponta que o CDB Banco Master Pré-Fixado 17,30% ao ano pode transformar uma aplicação inicial e única de R$ 1 mil no montante bruto de R$ 1.343,22 após um período de 21 meses, já que seu vencimento se encerra no dia 19 de janeiro de 2027. Já o valor que o investidor embolsa é de R$ 1.283,15, uma vez cobrada alíquota de 17,50% de imposto de renda para o período informado.
Nem mesmo um CDB que ofereça uma taxa de retorno de 100% CDI, que tem muito a ganhar com a atual taxa Selic em 14,25% ao ano, superaria o título de renda fixa do Banco Master, ao entregar uma rentabilidade de R$ 1.180,45 nas mesmas condições, já com o desconto do imposto de renda.
Todavia, para além dos riscos de crédito que o investidor já tenha visto em alguma manchete sobre o Banco Master, que chegam até envolver a possível venda de alguns ativos, o mercado secundário de renda fixa é bem mais seletivo do que muitos imaginam.
Tal mercado nada mais é do que permitir que um investidor de renda fixa passe adiante um CDB, LCA, LCI ou até mesmo títulos de crédito privado (CRAs, CRIs e debêntures) para outro investidor. O primeiro investidor recorre à corretora para reaver o seu dinheiro antes do prazo, passando o seu título de renda fixa para as mãos da corretora que recoloca o mesmo título a disposição de um segundo investidor.
➡️ Leia mais: Para pagar CDBs, Banco Master pode precisar vender ativos, diz jornal
Nessa troca de mãos, normalmente, os investimentos em renda fixa no mercado secundário costumam ter taxas de retorno mais atrativas, que no caso do Banco Master se justificam ainda mais já que a empresa precisa honrar no fim do ano cerca de R$ 16 bilhões tomados emprestados de investidores.
Segundo Camilla Dolle, head de renda fixa da XP Investimentos, outro fator que pode turbinar a remuneração de um CDB no mercado secundário de renda fixa são as condições de mercado atuais.
💣 "A liquidez do investimento, por sua vez, é impactada por piora/melhora nas condições de mercado. Fatores como eventos geopolíticos, mudanças regulatórias, política monetária e expectativas econômicas podem impactar a confiança dos investidores e, consequentemente, o comportamento do mercado secundário", afirma a especialista.
Porém, um ponto de atenção é que o acesso de CDBs no mercado secundário pode envolver custos ao investidor a depender da corretora, já que a mesma interfere diretamente na negociação do investimento que antes pertencia a um primeiro investidor que saiu antecipadamente e que precisou recolocar o título em negociação mais uma vez.
Quanto à proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), os CDBs emitidos pelo Banco Master continuam sendo protegidos em aplicações de até R$ 250 mil.
➡️ Leia mais: Debêntures pagando quase IPCA+ 9% ao ano em renda fixa isenta entram na mira de analistas
CDB Banco Master Pré-Fixado 17,30% ao ano
CDB Banco Master IPCA + 9,00% ao ano
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, anunciou a medida após 11 horas de reunião na Câmara Legislativa do DF.
Decisão busca o ressarcimento dos prejuízos sofridos pelo BRB em transações com o Master.
Ideia é emitir até 1,675 bilhão de novas ações ordinárias, a um preço de R$ 5,29 cada.
Federalização é vista como alternativa mais complexa, mas deve ser analisada pelo conselho da estatal.
O texto autoriza o Executivo local a contratar até R$ 6,6 bilhões em crédito junto ao FGC e outras instituições financeiras.
A discussão ocorre em momento delicado para o BRB, que enfrenta dificuldades após a crise do Banco Master.
A Caixa Econômica Federal estaria negociando a compra de carteiras de crédito do BRB, segundo reportagem de O Globo.
O risco apontado é que esses papéis possam ser cancelados para absorver prejuízos, o que implicaria perda integral para o investidor.
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