Casas Bahia coloca executivos sob escolta após credor ameaçar diretores
A decisão veio após a cúpula da varejista sofrer ameaças de um gestor de fundos credores, segundo apuração do Valor Econômico.
O Tribunal de Justiça de São Paulo aprovou na última segunda-feira (29) o pedido de recuperação extrajudicial da Casas Bahia (BHIA3), abrindo caminho para renegociação de dívidas no valor de R$ 4,1 bilhões.
📋 “A documentação apresentada pelo requerente evidencia […] a concordância dos credores que representam mais de metade dos créditos abrangidos pelo plano de recuperação extrajudicial”, afirmou o juiz Jomar Juarez Amorim, em documento.
O acordo envolve as séries 6ª, 7ª, 8ª e 9ª de debêntures, que antes apresentavam um custo médio de CDI + 2,7% e prazo de pagamento de apenas 22 meses. Com a renegociação, esses valores foram otimizados: o custo agora é de CDI + 1,2%, enquanto o prazo de pagamento foi estendido para 72 meses.
Leia também: Casas Bahia (BHIA3) faz acordo de recuperação extrajudicial
📝 O que representa um fôlego financeiro significativo para a empresa, proporcionando uma economia estimada de R$ 4,3 bilhões em caixa até 2027, incluindo R$ 1,5 bilhão já em 2024.
Vale destacar que, como contrapartida pela renegociação, os principais bancos credores da Casas Bahia receberam o direito de converter 63% da dívida em ações da varejista.
📄 A empresa firmou um acordo que estabelece um período de carência de 24 meses para os pagamentos de juros e 30 meses para o pagamento do principal. Anteriormente, sem a renegociação, a empresa teria que desembolsar até 2027 um total de R$ 4,8 bilhões.
Agora, com as novas condições, a empresa só precisará arcar com R$ 500 milhões durante o mesmo período. Além disso, a Casas Bahia conta com o escritório Pinheiro Neto como seu assessor jurídico e a Lazard como seu assessor financeiro.
A decisão veio após a cúpula da varejista sofrer ameaças de um gestor de fundos credores, segundo apuração do Valor Econômico.
Entre os celulares, um Samsung Galaxy A07 4G de 128 GB aparece com lance de R$ 435.
Maior credora do grupo, a Zurich Minas Brasil, parceira em seguros para eletrônicos, tem aproximadamente R$ 1,97 bilhão a receber.
O pedido de recuperação judicial feito pela varejista só agravou a situação dos debenturistas.
Documento agora pode ser publicado no fim da próxima segunda (17), segundo fontes internas.
Companhia encerrou mais de um quarto das unidades e deve demitir ao menos 2 mil funcionários; balanço foi atrasado.
A operação elevou o capital social da companhia para R$ 7,14 bilhões.
Casas Bahia aposta na reestruturação, redução da pressão financeira e expansão dos negócios para voltar a remunerar investidores.
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