Carrefour Brasil dá adeus à Bolsa: veja o que motivou a saída após anos de perdas
Após uma passagem de oito anos, a companhia se despediu com uma perda de 44% em valor de mercado.
🤑 Na próxima segunda-feira (7), o Carrefour Brasil (CRFB3) fará uma AGE (Assembleia Geral Extraordinária) para avaliar a proposta do Carrefour França de converter a empresa em uma subsidiária integral, segundos informações do "Broadcast".
Isso deve resultar na saída da companhia da Bolsa de Valores de São Paulo e na migração do seu registro na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) de companhia aberta categoria “A” para emissor categoria “B”.
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Segundo o site, a probabilidade de os acionistas aceitarem a proposta feita ao Carrefour Brasil aumentou devido à reorganização societária da Península, empresa de gestão de ativos da família Diniz.
Vale citar que a Península detém 4,9% de participação no Carrefour Brasil, enquanto o fundo de investimento Península II, um FIP (fundo de investimento em participações), não é mais gerido pela empresa e agora possui 2,4% do capital social da rede varejista.
💲 O Carrefour (CRFB3) apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 1,17 bilhões no quarto trimestre de 2024, um aumento de 240,5% em relação ao mesmo período de 2023.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado da varejista foi de R$ 1,91 bilhões, com um crescimento de 2,2% em comparação com o 4T23. Sem considerar os ajustes, a companhia reverteu um prejuízo de R$ 565 bilhões do ano passado para um lucro de R$ 1,16 bilhões no 4T24 (4º trimestre de 2024).
💸 Entretanto, no segmento de varejo, as perdas se destacaram, com uma retração de 7,6% nas vendas líquidas e 7,2% nas receitas totais. Ainda assim, o Ebitda ajustado do segmento varejo demonstrou alta, com um crescimento de 10,5%. A companhia ressaltou ainda o crescimento de 5,3% nas receitas totais na comparação anual, com expansão de rentabilidade.
Após uma passagem de oito anos, a companhia se despediu com uma perda de 44% em valor de mercado.
A decisão foi aprovada em assembleia geral ordinária que aconteceu em abril.
Investidores receberão quase R$ 5 por ação na carteira
Os acionistas que decidiram manter BDRs da matriz francesa do grupo devem receber provento.
Os resultados marcam o último balanço da empresa antes da deslistagem da B3, aprovada recentemente pelo controlador.
A data de pagamento ainda não foi definida pela empresa.
59% dos acionistas decidiram pelo fechamento de capital e devem receber R$ 8,50 por ação
A acionista possuía 4,906% do capital da empresa.
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