Caminhoneiros suspendem proposta de greve após medidas do governo

Apesar da insatisfação com os preços dos combustíveis, as entidades optaram por manter o diálogo com as autoridades.

Publicado em 19/03/2026 às 20:03h Publicado em 19/03/2026 às 20:03h por Matheus Silva
A alta do diesel segue como principal ponto de tensão (Imagem: Shutterstock)
A alta do diesel segue como principal ponto de tensão (Imagem: Shutterstock)
🚨 Lideranças de caminhoneiros decidiram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (19) no Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista), em Santos, não realizar paralisação nacional.
A decisão foi tomada por entidades como a Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores) após avaliação do cenário da categoria diante da alta do diesel e dos valores dos fretes.
Apesar da insatisfação com os preços dos combustíveis, as entidades optaram por manter o diálogo com as autoridades e acompanhar o comportamento do mercado.
A possibilidade de greve vinha sendo discutida nos últimos dias e chegou a preocupar o governo federal, especialmente pelo histórico de mobilizações da categoria em períodos eleitorais.
Segundo lideranças do setor, a alta do diesel segue como principal ponto de tensão, reduzindo a margem de rentabilidade dos motoristas. 
O presidente da Abrava havia apontado o combustível como um dos principais gatilhos da crise enfrentada pela categoria.

Governo publica MP para endurecer fiscalização do frete mínimo

Em resposta às demandas do setor, o governo federal publicou nesta quinta-feira (19) a MP nº 1.343/2026, que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete e amplia a proteção aos caminhoneiros autônomos.
A nova regra altera a Lei nº 13.703/2018 e passa a exigir o CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) em todas as operações de frete, com detalhamento dos valores pagos e do piso aplicável. 
Com isso, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) poderá intensificar a fiscalização e bloquear operações realizadas abaixo do mínimo estabelecido.
🚚 A medida entra em vigor imediatamente, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade, podendo ser mantida, alterada ou rejeitada pelos parlamentares no período.