BTG Pactual (BPAC11) negocia compra do Banco Digimais, de Edir Macedo

Antes do BTG, três potenciais compradores abandonaram o Digimais, que acumula deterioração patrimonial e suspeitas de irregularidades.

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Publicado em 09/03/2026 às 20:38h - Atualizado Agora Publicado em 09/03/2026 às 20:38h Atualizado Agora por Matheus Silva
A negociação é a quarta tentativa de encontrar um comprador (Imagem: Divulgação/Digimais)
A negociação é a quarta tentativa de encontrar um comprador (Imagem: Divulgação/Digimais)
🚨 O BTG Pactual (BPAC11), controlado por André Esteves, negocia a compra do Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo líder religioso Edir Macedo e que atravessa grave crise financeira estrutural, segundo informações do Metrópoles.
O Banco Central acompanha de perto a situação da instituição.
Relatórios de 2024 e 2025 apontaram forte aumento da inadimplência após a pandemia, deteriorando o patrimônio do Digimais e exigindo aportes recorrentes para evitar uma quebra técnica.
Em 2025, o próprio Edir Macedo realizou aporte de R$ 250 milhões no banco, juntamente com a apresentação de um plano de reestruturação ao Banco Central.

Três tentativas de venda fracassaram antes do BTG

O banco já passou por três rodadas frustradas de negociação. Em 2025, o investidor Mauricio Quadrado anunciou acordo para adquirir o Digimais, mas a transação não avançou e foi abandonada.
Outro interessado foi Tércio Borlenghi Jr., controlador da Ambipar (AMBP3), mas a proposta fracassou antes de a empresa pedir recuperação judicial em outubro de 2025.
A Ambipar também figura em investigação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que apura possível atuação conjunta de Daniel Vorcaro para inflar o patrimônio da companhia. 
O Nubank (ROXO34) também chegou a negociar a aquisição do Digimais, mas desistiu, deixando a instituição dependente de uma solução conduzida pelo Banco Central.

Ação judicial de R$ 462 mi ameaça o caixa do banco

Uma disputa judicial acrescenta mais pressão ao caixa do Digimais. O empresário Roberto Campos Marinho Filho afirma ter prejuízo de quase R$ 500 milhões em operação envolvendo o fundo EXP 1. 
O Digimais usou papéis do Banco Master, da Reag Investimentos e da Fictor como lastro para adquirir 80% do fundo.
Investigações sobre possíveis fraudes envolvendo as três instituições derrubaram o valor da carteira, levando a Yards Capital a exigir judicialmente que o Digimais recompre ativos avaliados em R$ 462,2 milhões.
A Reag foi liquidada pelo Banco Central após operações policiais investigarem suspeitas de ocultação de dinheiro do crime organizado e movimentações financeiras ligadas ao Banco Master. 
💰 Já a Fictor ganhou notoriedade ao anunciar a compra do Master por R$ 3 bilhões em novembro de 2025, mas entrou em recuperação judicial após a liquidação do banco.

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