Azul (AZUL54) lança oferta de ações de R$ 7,4 bilhões; veja detalhes
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
💰 O Bradesco BBI e a XP Investimentos mudaram suas recomendações para a companhia aérea Azul (AZUL4) nesta quinta-feira (29) após a empresa pedir recuperação judicial nos Estados Unidos. O Bradesco já havia cortado a recomendação de compra para neutra no início da semana, o que muda é que agora o BBI rebaixou para venda, ajustando o preço-alvo de R$ 0,50, antes R$ 1,30.
Segundo os analistas, o pedido de recuperação judicial pode ter um impacto positivo no endividamento e na liquidez da Azul, mas com uma grande diluição. Eles já esperavam pela necessidade de reestruturação devido ao atraso no financiamento com garantia do governo e a fraqueza da posição de caixa.
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💵 “A Azul espera eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas, em grande parte por meio da conversão em ações – e, com base em casos recentes no setor, essa conversão de dívida poderia ocorrer a preços abaixo do mercado, o que diluiria os acionistas atuais”, avaliaram.
Na outra ponta, a XP Investimentos colocou a recomendação para ação da Azul sob revisão. Segundo a casa, a operação terá impactos financeiros significativos, incluindo um financiamento DIP de US$ 1,6 bilhão, com US$ 670 milhões para reforço de liquidez e refinanciamento, e a eliminação de aproximadamente US$ 2 bilhões em dívida.
A Azul comunicou que entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos na última quarta-feira (28). A companhia disse que o processo de recuperação "permite às empresas operar e atender seus públicos de interesse normalmente, enquanto trabalham nos bastidores para ajustar sua estrutura financeira".
✈️ Agora a empresa conta com um processo que inclui US$ 1,6 bilhão em financiamento, a eliminação de mais de US$ 2 bilhões em dívidas e US$ 950 milhões em novos aportes de capital. Além disso, a medida tem ainda o apoio de stakeholders importantes, como detentores de títulos, a AerCap e as parceiras estratégicas United Airlines e American Airlines.
O CEO da empresa, John Rodgerson, afirmou que as dificuldades financeiras da empresa são atribuídas à pandemia de Covid-19, e às turbulências macroeconômicas. Vale citar que, em nota, o Ministério dos Portos e Aeroportos disse que "acompanha com atenção o processo de recuperação judicial da companhia aérea Azul".
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.
Conversão de dívidas em ações pressiona AZUL4 e amplia temor de diluição.
O CEO informou na entrevista uma expectativa de receita de R$ 20 bilhões para 2024.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914,5 bilhão.
O tribunal também deu aval ao Backstop Commitment Agreement.
Segundo a empresa, o progresso está alinhado ao cronograma inicialmente proposto para a conclusão do processo.
O resultado operacional foi de R$ 376,7 milhões, com margem de 20,6%.
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