Bolsonaro deixa UTI e vai para quarto hospitalar; PGR apoia prisão domiciliar

Ex-presidente estava internado desde o último dia 13 de março, tratando-se de pneumonia.

Publicado em 23/03/2026 às 19:33h Publicado em 23/03/2026 às 19:33h por Lucas Simões
Prisão domiciliar para Bolsonaro só depende do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Imagem: Shutterstock)
Prisão domiciliar para Bolsonaro só depende do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Imagem: Shutterstock)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve alta nesta segunda-feira (23) da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para um quarto no Hospital DF Star, em Brasília. A informação foi confirmada pelo médico de Bolsonaro, doutor Brasil Caiado, revelada em reportagem do portal G1. 
Paralelamente, cresce a pressão para que Bolsonaro, de 71 anos de idade, tenha prisão domiciliar concedida, questão já recomendada até pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo o médico de Bolsonaro, o ex-presidente segue sem previsão de alta hospitalar. Desde o último dia 13 de março de 2026, Bolsonaro estava internado na UTI decorrente de caso de broncoaspiração. Seu tratamento envolveu a aplicação de antibióticos intravenosos, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora.
Como resultado de sua condenação pelo crime de tentativa de Golpe de Estado, Jair Bolsonaro foi determinado a cumprir, em regime fechado inicialmente, pena de 27 anos de prisão no Complexo Penitenciário da Papudinha, em Brasília.
Diante da saúde debilitada do ex-presidente da República, a defesa de Bolsonaro apresentou um novo pedido de prisão domiciliar ao STF (Supremo Tribunal Federal).
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, que é o relator do caso Bolsonaro, já negou os pedidos anteriores de prisão domiciliar, baseado em uma perícia de médicos da PF (Polícia Federal), segundo a qual a transferência não era necessária.
Ainda assim, Moraes pediu que a PGR se posicionasse sobre o novo pedido dos advogados e a resposta da PGR foi positiva à concessão da prisão domiciliar.