Bolsas sobem forte e Ibovespa (IBOV) tenta sustentar os 181 mil pontos

Magazine Luiza e Embraer lideram altas da bolsa nesta segunda; dólar cai quase 1%.

Author
Publicado em 16/03/2026 às 12:29h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 16/03/2026 às 12:29h Atualizado 1 minuto atrás por Wesley Santana
Bolsa de valores brasileira é a maior da América Latina (Imagem: Shutterstuck)
Bolsa de valores brasileira é a maior da América Latina (Imagem: Shutterstuck)

Na tarde desta segunda-feira (16), a bolsa de valores brasileira registra um desempenho bem diferente do que apresentou nos últimos anos. O Ibovespa (IBOV) sobe quase 2%, flertando com o patamar de 181 mil pontos.

O desempenho é puxado especialmente pelas ações do Magazine Luíza (MGLU3), que sobem mais de 6,3% no pregão, para R$ 9,90. A empresa divulgou seu balanço do 4T25 durante a manhã, mostrando um lucro líquido de R$ 124,7 milhões.

Outra ação que ajuda o IBOV é a da Embraer (EMBJ3), que opera com alta de 5,3% no dia. O ticker recupera parte das perdas que registrou na última semana, conforme dizem analistas do mercado.

Os papéis da Azzas 2154 (AZZA3) também contribuem para a alta do dia, já que avançam quase 4%. A empresa também desfruta de um momento positivo pós-balanço de 2025.

Já na ponta inferior do IBOV, as pressões são menos fortes, considerando que a maior baixa do dia é de apenas 0,6%. Esse é o desempenho da MBRF (MBRF3), que opera na faixa de R$ 16,85.

Raia Drogasil (RADL3) e WEG (WEGE3) aparecem na sequência com quedas de 0,5% e 0,4%, respectivamente. Já a Porto (PSSA3), que acaba de fechar acordo para comprar parte da Oncoclínicas, perde cerca de 0,3% no dia.

E o exterior?

As principais bolsas do exterior também operam no campo positivo nesta segunda. Nos Estados Unidos, o Nasdaq sobe 1,2%, o S&P 500 cresce 1,1% e a NYSE avança 0,9% no pregão.

No câmbio, o dólar perde 0,8% na comparação com o real, cotado a R$ 5,271 na versão oficial. O euro também segue no mesmo caminho, perdendo 0,25% e sendo negociado em R$ 6,056.

Entre as moedas da América Latina, o pior desempenho é do peso argentino, que cai 1,1%. Já o Bitcoin (BTC) registra valorização de 0,15% frente à divisa brasileira.

Commodities preocupam

Mesmo com um mercado interno no azul, o Brasil não tem muito o que comemorar. Isso porque a maior parte das commodities -essas negociadas no mercado internacional- opera com alta expressiva no dia.

O petróleo, por exemplo, avança mais de 1,3%, superando novamente a faixa de US$ 105 por barril do tipo Brent. Esse é um reflexo da guerra no Irã, que tem reflexos nos estoques de petróleo em vários países.