Cade libera operação da United na Azul (AZUL4) e destrava saída do Chapter 11
Com a operação, a participação da United na Azul subirá de 2,02% para cerca de 8%, reforçando apoio ao plano de reestruturação financeira.
Como parte do processo de reestruturação financeira, a Azul (AZUL4) protocolou um pedido de emissão de novas ações na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A companhia aérea quer levantar R$ 4,1 bilhões em investimentos por meio da operação.
✈ Segundo o documento, o follow deve ser definido no próximo dia 23 de abril, com a oferta de 450 milhões de ações. A empresa, no entanto, deixa claro que pode aumentar o número de papéis dependendo da demanda, alcançando a máxima de 697 milhões de ações.
O preço fixado para a oferta será de R$ 3,58, acima dos R$ 3,10 visto na abertura do mercado desta segunda-feira (14). Com isso, os investimentos totais devem ficar na faixa entre R$ 1,6 bi e R$ 4,1 bilhões, ainda de acordo com a empresa.
Os investidores atuais da companhia terão uma vantagem ao aumentar seu portfólio de ações da Azul. A empresa garante que, para cada ação comprada, um bônus adicional de subscrição deve ser concedido.
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O valor captado será usado para reforçar o caixa da companhia, mas também para arcar com despesas obrigatórias. A reunião de ata do conselho, quando a emissão foi aprovada, fala em equitação de algumas notas de cupom que têm vencimento agendado para 2029. O negócio está sendo conduzido pelos bancos UBS, BTG Pactual e Citi.
Com o anúncio da emissão, as ações da Azul dispararam no pregão, conforme dados da bolsa de valores. Por volta das 11h, os papeis eram negociados em R$ 3,25, com alta de 8% desde o começo da manhã.
Assim como outras aéreas brasileiras, a Azul vem passando por um longo processo de reestruturação na tentativa de colocar as contas em dia. A companhia que fortalecer sua estrutura de capital, aumentar a liquidez e ainda liquidar parte das dívidas que mantém com seus credores.
Recentemente, a Genial Investimentos reiterou sua recomendação de manutenção dos papéis da Azul na carteira, projetando um preço-alvo de R$ 9. A corretora destacou o bom desempenho operacional da empresa no último trimestre do ano passado, mas pontuou que 2025 pode ainda não ser um ano muito favorável para a marca.
“A oferta marca mais um passo da reestruturação financeira da Azul, mas carrega riscos relevantes para os acionistas minoritários. Considerando todas as etapas — como conversão de dívida em equity dos lessores, conversão de debêntures, compensação ao gerenciamento e unificação das ações ON e PN — a diluição pode ultrapassar 80%”, dizem os analistas.
Com a operação, a participação da United na Azul subirá de 2,02% para cerca de 8%, reforçando apoio ao plano de reestruturação financeira.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a companhia aérea deve sair do Chapter 11 nos próximos 30 dias.
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.
Conversão de dívidas em ações pressiona AZUL4 e amplia temor de diluição.
O CEO informou na entrevista uma expectativa de receita de R$ 20 bilhões para 2024.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914,5 bilhão.
O tribunal também deu aval ao Backstop Commitment Agreement.
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