Azul (AZUL54) lança oferta de ações de R$ 7,4 bilhões; veja detalhes
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Em queda livre na B3, a Azul (AZUL4) se pronunciou na tarde desta quinta-feira (29) sobre uma eventual recuperação judicial. A companhia disse que esta foi uma "notícia mal-interpretada" e que prioriza "soluções amigáveis e comerciais".
🗣️ Em comunicado, a Azul disse queestá em "negociações ativas com seus principais stakeholders para otimizar a estrutura de equity". E acrescentou que, "em linhas gerais, os stakeholders estão demonstrando apoio e as negociações estão avançando na direção de melhores resultados para todas as partes".
"Como temos demonstrado consistentemente, a Azul sempre favorece soluções amigáveis e comerciais que maximizam valor para todos os seus stakeholders", declarou, indicando que essas negociações fazem parte de "um novo plano estratégico, visando uma melhoria geral de sua estrutura de capital e posição de liquidez".
Em entrevista à "Reuters", o presidente da Azul, John Rodgerson, acrescentou que a recuperação judicial não é o plano da empresa, nem dos seus parceiros. "Não temos uma empresa aérea quebrada. Temos uma empresa aérea super saudável, que vai negociar com seus parceiros", afirmou.
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Além disso, a Azul afirmou que "outras fontes de liquidez também estão disponíveis". A companhia disse, por exemplo, ter capacidade de captar até US$ 800 milhões por meio da Azul Cargo, como garantia primária. E lembrou que o Congresso Nacional aprovou na quarta-feira (28) um projeto de lei que permite que as companhias aéreas tenham acesso a linhas de crédito apoiadas pelo FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil).
✈️ Por fim, a Azul ressaltou que segue explorando "possíveis parcerias ou combinações de negócios" com a Gol (GOLL4), que já pediu recuperação judicial nos Estados Unidos.
A possibilidade de uma recuperação judicial veio à tona depois de a "Bloomberg" publicar que a Azul estaria avaliando uma oferta de ações, a emissão de novas dívidas ou até um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos.
As ações da Azul caem mais de 20% na B3 nesta quarta-feira (29), na esteira da reportagem da "Bloomberg", a qual a companhia classificou como uma "notícia mal-interpretada".
No comunicado desta quarta-feira (29), a Azul disse que essas negociações são necessárias porque suas operações foram "severamente impactadas em 2024" por diversos fatores. Entre eles, a companhia citou:
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.
Conversão de dívidas em ações pressiona AZUL4 e amplia temor de diluição.
O CEO informou na entrevista uma expectativa de receita de R$ 20 bilhões para 2024.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914,5 bilhão.
O tribunal também deu aval ao Backstop Commitment Agreement.
Segundo a empresa, o progresso está alinhado ao cronograma inicialmente proposto para a conclusão do processo.
O resultado operacional foi de R$ 376,7 milhões, com margem de 20,6%.
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