Cade libera operação da United na Azul (AZUL4) e destrava saída do Chapter 11
Com a operação, a participação da United na Azul subirá de 2,02% para cerca de 8%, reforçando apoio ao plano de reestruturação financeira.
Em queda livre na B3, a Azul (AZUL4) se pronunciou na tarde desta quinta-feira (29) sobre uma eventual recuperação judicial. A companhia disse que esta foi uma "notícia mal-interpretada" e que prioriza "soluções amigáveis e comerciais".
🗣️ Em comunicado, a Azul disse queestá em "negociações ativas com seus principais stakeholders para otimizar a estrutura de equity". E acrescentou que, "em linhas gerais, os stakeholders estão demonstrando apoio e as negociações estão avançando na direção de melhores resultados para todas as partes".
"Como temos demonstrado consistentemente, a Azul sempre favorece soluções amigáveis e comerciais que maximizam valor para todos os seus stakeholders", declarou, indicando que essas negociações fazem parte de "um novo plano estratégico, visando uma melhoria geral de sua estrutura de capital e posição de liquidez".
Em entrevista à "Reuters", o presidente da Azul, John Rodgerson, acrescentou que a recuperação judicial não é o plano da empresa, nem dos seus parceiros. "Não temos uma empresa aérea quebrada. Temos uma empresa aérea super saudável, que vai negociar com seus parceiros", afirmou.
Leia também: Azul (AZUL4) em recuperação judicial? Ações caem 25% na bolsa
Além disso, a Azul afirmou que "outras fontes de liquidez também estão disponíveis". A companhia disse, por exemplo, ter capacidade de captar até US$ 800 milhões por meio da Azul Cargo, como garantia primária. E lembrou que o Congresso Nacional aprovou na quarta-feira (28) um projeto de lei que permite que as companhias aéreas tenham acesso a linhas de crédito apoiadas pelo FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil).
✈️ Por fim, a Azul ressaltou que segue explorando "possíveis parcerias ou combinações de negócios" com a Gol (GOLL4), que já pediu recuperação judicial nos Estados Unidos.
A possibilidade de uma recuperação judicial veio à tona depois de a "Bloomberg" publicar que a Azul estaria avaliando uma oferta de ações, a emissão de novas dívidas ou até um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos.
As ações da Azul caem mais de 20% na B3 nesta quarta-feira (29), na esteira da reportagem da "Bloomberg", a qual a companhia classificou como uma "notícia mal-interpretada".
No comunicado desta quarta-feira (29), a Azul disse que essas negociações são necessárias porque suas operações foram "severamente impactadas em 2024" por diversos fatores. Entre eles, a companhia citou:
Com a operação, a participação da United na Azul subirá de 2,02% para cerca de 8%, reforçando apoio ao plano de reestruturação financeira.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a companhia aérea deve sair do Chapter 11 nos próximos 30 dias.
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.
Conversão de dívidas em ações pressiona AZUL4 e amplia temor de diluição.
O CEO informou na entrevista uma expectativa de receita de R$ 20 bilhões para 2024.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914,5 bilhão.
O tribunal também deu aval ao Backstop Commitment Agreement.
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