CVM aponta ex-CEO como mentor da fraude bilionária da Americanas
Documento conclui que esquema foi arquitetado por Miguel Gutierrez.
Com uma dívida de R$ 43 bilhões, a varejista Americanas (AMER3) anunciou nesta quarta-feira (6) que irá emitir R$ 3,5 bilhões em debêntures.
A emissão dará início ao desembolso dos montantes necessários para o cumprimento do PRJ (Plano de Recuperação Judicial) aprovado pela AGC (Assembleia Geral de Credores) em dezembro de 2023.
💲 Segundo a empresa, em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), as debêntures são o instrumento utilizado para operacionalizar o financiamento extraconcursal na modalidade deptor-inpossession (Financiamento DIP).
Leia também: Americanas (AMER3): Trio de sócios adiantará R$ 3,5 bi à varejista
"O Financiamento DIP foi estruturado de forma a viabilizar a entrada de recursos que são imprescindíveis para que a companhia possa cumprir suas obrigações de pagamento previstas no PRJ antes mesmo do aumento de capital nele previsto", explicou a nota.
O financiamento terá garantia real, com prazo de vencimento de 24 meses contados da data da emissão.
A varejista solicitou recuperação judicial em janeiro de 2023, dias após revelar uma dívida de R$ 43 bilhões com 16,3 mil credores.
Em fevereiro deste ano, a Justiça do Rio de Janeiro aprovou o plano de recuperação judicial que prevê capitalização de até R$ 24 bilhões da empresa, sendo R$ 12 bilhões dos acionistas de referência e mais R$ 12 bilhões dos bancos credores.
Documento conclui que esquema foi arquitetado por Miguel Gutierrez.
Por volta das 16h20, os papéis subiam cerca de 4,21%, cotados a R$ 6,19, com pico superior a 8% na máxima do dia.
A Americanas também destacou que a nova proposta não altera a habilitação da BandUP! para continuar disputando a compra da Uni.Co.
O projeto será implementado em três etapas e contará com um sistema de pontos vinculado ao cartão de crédito da marca.
Márcio Meirelles deve revelar bastidores das fraudes que somam R$ 22,8 bilhões e envolvem outros executivos da antiga gestão.
Empresa ainda enfrenta o processo de recuperação judicial, após escândalo contábil revelado em 2023.
A empresa reduziu o prejuízo em 94,7%, para R$ 98 milhões, com avanço no varejo físico e forte melhora no Ebitda.
Três lojas da rede passarão a pagar mensalidades mais baixas do que as previstas no contrato de aluguel.
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