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Publicado em 15/06/2022
O swing trade é uma estratégia de negociação que busca aproveitar oscilações no preço dos ativos ao longo de períodos que normalmente duram alguns dias ou semanas.
Neste conteúdo, você vai entender o que é swing trade, como as operações funcionam, quais ferramentas podem ser utilizadas, as diferenças para day trade e position trade e os principais riscos antes de começar.
Swing trade é uma estratégia de curto a médio prazo na qual uma posição permanece aberta por mais de um pregão, podendo durar dias ou semanas, enquanto o trader busca capturar determinado movimento de preço.
O termo swing está relacionado às oscilações do mercado.
A estratégia busca acompanhar movimentos de alta ou de queda que se desenvolvem ao longo de vários pregões, em vez de abrir e encerrar a posição no mesmo dia.
Na prática, o trader analisa o comportamento do ativo para definir quando entrar na operação, qual movimento pretende acompanhar e em que momento sair.
Para isso, é comum utilizar gráficos, tendências e outros recursos da análise técnica. Como a posição continua aberta entre um pregão e outro, o resultado depende das variações de preço durante esse período.
Isso também mantém o trader exposto a mudanças no mercado que podem ocorrer enquanto a bolsa está fechada.
Portanto, swing trade não significa simplesmente comprar uma ação e vendê-la alguns dias depois.
A estratégia envolve uma tese para o movimento do preço, critérios de entrada e saída e controle do risco assumido em cada operação.
Uma operação de swing trade começa quando o trader identifica um possível movimento de alta ou de queda no preço de um ativo.
A partir dessa análise, ele define quando pretende entrar na operação e quais serão as condições para sair.
Na prática, o processo costuma seguir algumas etapas:
Analisar o ativo: observar gráficos, histórico de preços, volume, tendências e regiões de suporte e resistência.
Definir a entrada: estabelecer o preço ou a condição que levará à abertura da posição.
Estabelecer os limites: determinar previamente o objetivo da operação e quanto está disposto a perder caso o movimento esperado não aconteça.
Manter a posição: acompanhar o ativo durante os pregões seguintes enquanto a estratégia continuar válida.
Encerrar a operação: vender o ativo ao atingir o objetivo, o limite de perda ou quando as condições que justificaram a entrada mudarem.
Imagine, por exemplo, uma ação negociada a R$ 20. Após analisar o gráfico, o trader identifica uma possível tendência de alta e compra o ativo.
Antes de iniciar a operação, ele define um preço-alvo de R$ 22 para realizar o ganho e um stop loss de R$ 19, para limitar a perda caso a cotação siga na direção contrária.
Se a ação atingir R$ 22 nos pregões seguintes, a posição pode ser encerrada com ganho. Se cair até R$ 19, o stop pode encerrar a operação para evitar que a perda continue aumentando.
É nesse controle que entram ferramentas como o stop loss, utilizado para limitar perdas, e o stop gain, que pode encerrar a posição quando determinado objetivo de preço é alcançado.
Como o swing trade atravessa diferentes pregões, a cotação continuará variando enquanto a posição estiver aberta.
Ao encerrá-la, o resultado será determinado pela diferença entre os preços de entrada e saída, considerando também tributos e custos da negociação.
Não existe um número obrigatório de dias para uma operação ser classificada como swing trade.
A característica central é que a posição permanece aberta de um pregão para outro.
Assim, uma operação pode durar poucos dias ou se estender por algumas semanas, dependendo da estratégia e do comportamento do ativo.
Isso também significa que o prazo não deve ser definido apenas pelo calendário. Se o movimento esperado acontecer rapidamente, a posição pode ser encerrada antes.
Da mesma maneira, uma mudança nas condições utilizadas para justificar a operação pode levar à saída mesmo que o objetivo inicial de preço ainda não tenha sido alcançado.
Quando o horizonte passa a ser mais longo, chegando a meses e trabalhando com tendências mais extensas, a estratégia começa a se aproximar do chamado position trade.
A principal diferença entre essas estratégias está no tempo em que as posições permanecem abertas e, consequentemente, na forma como o trader acompanha os movimentos do mercado.
No day trade, compra e venda do mesmo ativo acontecem no mesmo pregão. Como a posição é encerrada antes do fechamento, o trader não permanece exposto ao comportamento daquele ativo durante a noite.
No swing trade, essa exposição existe. Uma notícia divulgada após o encerramento da bolsa, por exemplo, pode fazer o ativo abrir no pregão seguinte acima ou abaixo do preço de fechamento.
Já o position trade amplia o horizonte da estratégia, procurando acompanhar movimentos que podem levar semanas ou meses para se desenvolver.
Diferenças tributárias do swing trade
Nas regras atualmente aplicáveis às operações em bolsa, a Receita Federal estabelece alíquota de 20% para day trade e de 15% para operações comuns, categoria na qual se enquadram operações de swing trade.
Nesse tipo de operação, o trader procura identificar movimentos de alta ou de queda que possam continuar durante determinado período. Para isso, é comum utilizar análise técnica, gráficos, tendências, volume de negociação e indicadores para estabelecer pontos de entrada e saída.
O prazo maior não significa, porém, menor risco.
Ao manter uma posição aberta entre pregões, o investidor continua exposto às oscilações do mercado e também pode ser surpreendido por acontecimentos ocorridos enquanto a bolsa está fechada, capazes de fazer o ativo iniciar o pregão seguinte em um preço bastante diferente do anterior.
Por isso, uma estratégia de swing trade não depende apenas de identificar um ativo que pode subir ou cair. Gestão de risco, definição do tamanho da posição, custos operacionais, tributação e critérios para encerrar a operação também fazem parte do processo.
A análise técnica estuda o comportamento dos preços e do volume negociado para identificar padrões e movimentos do mercado. No swing trade, ela pode ajudar a definir quando entrar em uma operação, quando sair e em quais condições a estratégia deixa de fazer sentido.
O trader observa gráficos referentes a diferentes períodos e procura identificar elementos como tendências, suportes, resistências, volume e comportamento dos preços.
Um suporte, por exemplo, representa uma região na qual historicamente houve maior pressão compradora. A resistência segue a lógica inversa e indica uma faixa em que a pressão vendedora ganhou força anteriormente.
Essas regiões não funcionam como barreiras garantidas. Preços podem romper tanto suportes quanto resistências, razão pela qual a análise costuma ser combinada com outros indicadores e critérios de risco.
Além disso, gráficos representam comportamentos passados e presentes. Eles podem ajudar a estruturar uma estratégia, mas não permitem prever com certeza qual será o próximo movimento de um ativo.
Como intrepertar o vocabulário Trader
O mercado de trading também desenvolveu um vocabulário próprio, que mistura conceitos técnicos, termos em inglês e expressões incorporadas à rotina dos operadores. Parte dessa linguagem descreve o comportamento do mercado, como bull market e bear market, associados a movimentos de alta e baixa.
Outros termos estão diretamente ligados à execução das estratégias, como setup, que representa o conjunto de condições definidas para uma operação, stop loss e stop gain, usados para estabelecer pontos de saída, e breakout, relacionado ao rompimento de uma região relevante de preço.
No mercado brasileiro, esse vocabulário também ganhou adaptações e expressões próprias. “Boletar” é utilizado para o envio de uma ordem de compra ou venda, enquanto “estopar” descreve o encerramento de uma posição após o acionamento do stop.
Termos mais informais, como “violinada”, também aparecem entre traders para descrever determinados movimentos de preço e situações recorrentes durante as negociações.
Entender essa linguagem não interfere apenas na comunicação entre operadores. Muitos desses termos representam conceitos utilizados na própria construção de uma estratégia, desde a leitura do mercado até a definição da entrada, do risco e da saída de uma posição.
Para quem está começando, conhecer o glossário do trader facilita a leitura de gráficos, análises e conteúdos especializados sem transformar as expressões do mercado em conhecimento técnico por si só.
Não existe um único indicador obrigatório para operar swing trade. Diferentes estratégias combinam ferramentas para interpretar tendência, força do movimento, volatilidade e volume.
Entre os indicadores frequentemente utilizados estão:
Médias móveis: acompanham a média dos preços durante determinado período e podem ajudar na leitura de tendências.
Índice de Força Relativa (IFR ou RSI): mede a intensidade dos movimentos recentes do preço.
Bandas de Bollinger: relacionam o preço a faixas calculadas a partir de uma média e da volatilidade.
MACD: utiliza médias móveis para auxiliar na observação de mudanças de tendência e momentum.
Volume: mostra a quantidade negociada e pode ajudar a avaliar a participação do mercado em determinado movimento.
O uso de vários indicadores também exige cuidado. Quando diferentes ferramentas medem fenômenos semelhantes, adicionar mais indicadores ao gráfico não necessariamente produz uma análise melhor.
O mais importante é compreender o que cada ferramenta mede e como ela se encaixa na estratégia utilizada.
Como identificar pontos de entrada e saída?
Um ponto de entrada representa a condição definida pelo trader para iniciar uma posição. Já o ponto de saída determina quando realizar um resultado ou abandonar a estratégia.
Essas decisões podem considerar rompimentos de resistência, aproximação de regiões de suporte, mudanças de tendência, volume e sinais produzidos pelos indicadores utilizados.
Antes mesmo de executar a ordem, é possível estabelecer três referências:
Essa organização permite analisar a relação entre risco e retorno potencial antes de colocar o capital na operação.
O stop loss é uma ordem ou parâmetro utilizado para encerrar uma posição quando determinado nível de perda é atingido. Seu objetivo é impedir que uma operação que contrariou a estratégia continue aumentando a exposição do trader.
Já o stop gain estabelece uma condição para realizar o resultado quando o ativo alcança determinado nível favorável.
Suponha uma compra realizada a R$ 30. O trader poderia estabelecer, apenas como exemplo, um objetivo em R$ 33 e um limite de perda em R$ 29.
Nesse cenário, os valores não foram escolhidos porque necessariamente representam percentuais ideais. Stops devem estar relacionados à estratégia, ao comportamento do ativo e ao risco que o investidor consegue assumir.
Também é importante lembrar que uma ordem de stop não garante execução exatamente pelo preço programado. Em movimentos rápidos ou gaps de abertura, a execução pode ocorrer em valor diferente.
O swing trade não está limitado às ações. A estratégia pode ser aplicada a diferentes instrumentos negociados no mercado, desde que suas características sejam compreendidas pelo trader.
Entre eles estão ações, ETFs, BDRs, contratos futuros e outros ativos negociados em bolsa.
Cada mercado, entretanto, possui regras, liquidez, volatilidade, custos e tributação próprios.
Portanto, não é correto assumir que uma estratégia desenvolvida para ações funcionará da mesma maneira em qualquer instrumento.
A liquidez merece atenção especial. Quanto maior a facilidade de encontrar compradores e vendedores, menor tende a ser a dificuldade para entrar e sair de uma posição próxima aos preços observados no mercado.
Uma característica do swing trade é permitir que movimentos sejam acompanhados por vários pregões sem exigir que todas as decisões aconteçam dentro de algumas horas.
Isso pode significar menos operações e menor necessidade de acompanhamento intradiário em comparação ao day trade. O intervalo maior também permite analisar o desenvolvimento de uma tendência ao longo de vários dias.
Mas essas características vêm acompanhadas de riscos.
O principal deles é o risco de mercado: o preço pode simplesmente seguir uma direção diferente daquela prevista.
Existe ainda o risco de gap, quando o ativo abre um novo pregão em preço significativamente diferente do fechamento anterior. Nessa situação, inclusive uma ordem de stop pode ser executada em condições diferentes das planejadas.
Liquidez insuficiente, concentração excessiva em uma posição, alavancagem e decisões emocionais também podem ampliar as perdas.
Portanto, ter mais tempo para acompanhar uma operação não torna o swing trade seguro nem garante vantagem sobre outras estratégias.
Dados e estatísticas de mercado
Um estudo desenvolvido por pesquisadores da FGV EESP e da USP analisou pessoas que começaram a operar day trade no mercado futuro brasileiro entre 2013 e 2015.
Entre aquelas que persistiram na atividade por mais de 300 pregões, 97% perderam dinheiro.
A pesquisa também não encontrou evidências de que a continuidade das operações tenha melhorado o desempenho dos traders.
Os resultados se referem especificamente ao day trade, portanto não podem ser aplicados diretamente ao swing trade.
Ainda assim, ajudam a dimensionar os riscos associados às operações especulativas de curto prazo.
O resultado de uma operação não depende apenas da diferença entre os preços de compra e venda.
Dependendo do ativo e da instituição utilizada, podem existir corretagem, emolumentos, taxas de liquidação e outros custos operacionais.
A própria Receita Federal permite considerar despesas efetivamente pagas, como corretagem, liquidação e emolumentos, na apuração do ganho líquido tributável.
As condições cobradas pelas corretoras variam, por isso devem ser consultadas antes de começar a operar.
Quanto maior a frequência de negociações, maior também pode ser o impacto acumulado desses custos sobre o resultado.
Nas regras vigentes em 2026, os ganhos líquidos obtidos em operações comuns realizadas em bolsa são tributados à alíquota de 15%. Para operações caracterizadas como day trade, a alíquota é de 20%.
No caso específico de ações negociadas no mercado à vista, pessoas físicas podem ter isenção sobre o ganho quando o total das vendas realizadas no mês for de até R$ 20 mil.
O limite considera o valor das alienações, e não o lucro obtido.
Essa isenção não deve ser generalizada para qualquer ativo utilizado em swing trade. A Receita esclarece, por exemplo, que ela não se aplica às negociações de cotas de ETFs.
Nas operações tributáveis, o imposto é calculado sobre o ganho líquido, considerando as regras aplicáveis para dedução de despesas e compensação de perdas.
Há ainda retenção de 0,005% de IR na fonte nas operações comuns, utilizada como antecipação do imposto devido.
Por isso, a tributação do swing trade precisa ser analisada de acordo com o tipo de ativo e a operação realizada, e não apenas pelo fato de a estratégia ser chamada de swing trade.
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Quanto dinheiro é necessário para começar no swing trade?
Não existe um valor mínimo universal para fazer swing trade.
O capital necessário depende principalmente do preço e da quantidade do ativo negociado, das regras da corretora e da estratégia escolhida.
No mercado de ações, por exemplo, a possibilidade de negociar quantidades menores no mercado fracionário reduz a barreira financeira para determinadas operações.
Isso não significa que começar com qualquer valor seja adequado. O capital também precisa ser compatível com a gestão de risco.
Se uma única operação representar parcela muito grande do patrimônio disponível, uma oscilação desfavorável pode provocar uma perda proporcionalmente elevada.
Assim, a pergunta mais relevante não é apenas “qual é o mínimo para começar?”, mas quanto do capital será exposto em cada operação e qual perda essa posição pode produzir.
O primeiro passo é entender como funciona o mercado em que se pretende operar. Ações, ETFs e contratos futuros, por exemplo, possuem características diferentes e não deveriam ser negociados apenas porque apresentam movimentação de preço.
Depois disso, é necessário desenvolver critérios para analisar os ativos.
No swing trade, isso normalmente envolve estudar gráficos, tendências, suportes, resistências, volume e indicadores técnicos.
Antes de enviar uma ordem, a operação também deveria responder a perguntas básicas: por que entrar, em qual preço sair com ganho, em qual situação assumir a perda e quanto do capital será colocado em risco.
Registrar as operações pode ajudar a verificar posteriormente se a estratégia utilizada apresenta consistência ou se os resultados ocorreram de maneira pontual.
Por fim, custos e impostos precisam entrar na conta desde o início. Rentabilidade bruta e resultado efetivamente obtido pelo trader não são necessariamente iguais.
O swing trade pode ser utilizado por quem pretende realizar operações de curto a médio prazo e possui conhecimento para analisar o mercado, estabelecer critérios de entrada e saída e administrar o risco das posições.
Por outro lado, a estratégia envolve possibilidade de perda e exige participação ativa do investidor. Manter uma posição durante vários pregões também significa permanecer exposto a oscilações e acontecimentos ocorridos fora do horário de negociação.
Por isso, a decisão não deveria partir apenas da possibilidade de obter retornos em períodos menores. É necessário avaliar objetivos, conhecimento, disponibilidade para acompanhar as posições e tolerância ao risco.
Swing trade também não substitui automaticamente estratégias de investimento de longo prazo. São abordagens diferentes, utilizadas para objetivos e horizontes distintos.
Swing trade é renda variável?
Sim. Quando realizado com ações e outros ativos negociados em bolsa, o resultado da operação depende das oscilações do mercado e não existe garantia de retorno.
É possível viver de swing trade?
Não existe garantia de que uma estratégia de swing trade produzirá renda constante. Os resultados variam de acordo com o mercado, estratégia, capital utilizado, custos e capacidade de gestão de risco.
Swing trade precisa acompanhar a bolsa todos os dias?
As posições não exigem necessariamente o acompanhamento contínuo típico do day trade, mas precisam ser monitoradas. Notícias e movimentos de mercado podem alterar rapidamente as condições que sustentavam uma operação.
É possível fazer swing trade sem análise técnica?
A análise técnica é amplamente associada à estratégia, mas traders podem considerar também informações econômicas, corporativas e outros critérios. O ponto central é possuir uma metodologia para definir entrada, saída e risco.
O swing trade busca aproveitar movimentos de preço que se desenvolvem ao longo de mais de um pregão, posicionando-se entre operações intradiárias e estratégias com horizontes mais longos.
A possibilidade de manter posições durante dias ou semanas oferece mais tempo para acompanhar determinados movimentos, mas também mantém o trader exposto às oscilações do mercado entre os pregões.
Por isso, entender análise técnica é apenas uma parte da estratégia. Gestão de risco, tamanho das posições, liquidez, custos e tributação também interferem diretamente nos resultados.
Antes de começar, vale compreender esses fatores e conhecer as características dos ativos negociados. Para acompanhar ações, ETFs, BDRs e outros investimentos, o Investidor10 reúne informações financeiras, indicadores e ferramentas que podem auxiliar na análise dos ativos.
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