Boa Safra Sementes (SOJA3) pagará R$ 40 milhões em JCP ainda em 2025
Produtora de sementes de soja, milho e feijão ainda aprovou aumento de capital com bonificação.
💰 A BrasilAgro (AGRO3) anunciou na última segunda-feira (14) a venda da Fazenda Preferência, localizada em Baianópolis, no interior da Bahia, por R$ 141,4 milhões.
O diferencial dessa transação é a forma de pagamento inusitada: o valor será quitado em arrobas de boi, o que pode representar ganhos adicionais à companhia, dependendo do desempenho futuro do mercado pecuário.
O contrato prevê o pagamento inicial de R$ 2 milhões, já realizado, seguido por um segundo depósito de R$ 40 milhões até o fim de julho.
O restante será pago em seis parcelas anuais — todas atreladas ao preço da arroba do boi gordo. Isso significa que, se os preços subirem, a BrasilAgro poderá receber mais do que os R$ 141 milhões inicialmente acordados.
Para os analistas do BTG Pactual (BPAC11), Thiago Duarte e Guilherme Guttilla, o mercado pode estar subestimando o potencial do acordo.
O banco vê na estrutura de pagamento uma vantagem estratégica para a companhia, especialmente em um cenário de retomada dos preços da pecuária brasileira.
“O ponto mais interessante é que a maior parte dos pagamentos será feita nos próximos anos, com o preço mínimo fixado no valor atual do mercado de gado. Caso os preços subam, o valor das parcelas futuras também aumentará”, afirmam.
A avaliação parte da perspectiva de que o Brasil está entrando em uma nova fase do ciclo pecuário, caracterizada pela retenção de matrizes.
Esse estágio costuma reduzir a oferta de gado no curto prazo e impulsionar os preços da arroba, o que beneficiaria diretamente o modelo de pagamento acordado pela BrasilAgro.
Com isso, o BTG mantém sua recomendação de compra para AGRO3, com preço-alvo de R$ 31, o que representa potencial de valorização de quase 50% frente às cotações atuais.
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Já a XP Investimentos (XPBR31) destacou que, embora a Taxa Interna de Retorno (TIR) do negócio seja de 9,3% ao ano — abaixo da média das transações anteriores da BrasilAgro —, o acordo ainda é positivo, por se tratar de uma propriedade com perfil diferente do restante do portfólio da empresa.
“A fazenda é voltada para pecuária, com solo arenoso mais adequado à pastagem. Por isso, o valor menor já era esperado. A maior parte do banco de terras da companhia é mais propícia à agricultura, com qualidade superior”, escreveram os analistas Leonardo Alencar, Samuel Isaak e Pedro Fonseca.
A corretora também pondera que o mercado de terras no Brasil está em um momento mais favorável aos compradores.
Isso se deve à combinação de preços mais baixos para grãos, insumos mais caros, custo de capital elevado e produtores rurais mais alavancados financeiramente.
Diante desse cenário, a XP mantém recomendação neutra para AGRO3, com preço-alvo de R$ 22, o que sugere uma valorização modesta de 6,28%.
📊 A Fazenda Preferência foi vendida, mas os desdobramentos dessa operação ainda podem surpreender o mercado.
Além do impacto direto nos resultados financeiros da BrasilAgro, a forma de pagamento vinculada ao desempenho futuro da arroba pode ampliar a receita total ao longo dos próximos anos — sem comprometer caixa imediato.
Com os preços do boi já dando sinais de recuperação e o ciclo pecuário favorável, a venda pode se transformar em um acerto estratégico com efeitos positivos para o valor da ação.
Produtora de sementes de soja, milho e feijão ainda aprovou aumento de capital com bonificação.
Empresa que investe em terras agrícolas produtivas remunerará seus acionistas no dia 28 de novembro de 2025.
A empresa afirmou que está avaliando a compra de ativos estressados no Brasil e possíveis aquisições de terras agrícolas no Paraguai.
Para 2025/2026, a BrasilAgro estima produção de 443 mil toneladas de grãos e algodão.
Propriedade rural, situada na Bahia, tem área total de 17,7 mil hectares, com transação realizada em arroba do boi gordo.
Segundo os analistas, o modelo de negócios da empresa é sólido, mas a tese de investimentos se sustenta principalmente nos dividendos.
Período de colheita de grãos e algodão, entre fevereiro a maio, é marcado por condições climáticas adversas
Empresa lucra R$ 77,8 milhões nos seis primeiros meses da safra 2025, mas registra prejuízo no período equivalente ao 4T24
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