Usiminas (USIM5): Banco corta recomendação e ações desabam; Vale (VALE3) é destaque
Os papéis da Usiminas registraram uma queda de 7,31%, sendo negociados a R$ 5,45 por volta das 11h20 desta segunda-feira (23).

🚨 Em uma reavaliação recente, o JPMorgan revisou para baixo suas projeções de preços do minério de ferro, impactando diretamente as principais empresas de mineração e siderurgia da América Latina.
As novas estimativas preveem que a tonelada de minério de ferro será negociada a US$ 110 em 2024, US$ 100 em 2025 e US$ 95 em 2026.
Essa revisão, que representa uma queda entre 3% e 5%, foi motivada pela desaceleração na produção de aço na China e pelo acúmulo de estoques, fatores que pressionam o mercado global da commodity.
De acordo com os analistas, embora a curva de custos ainda ofereça algum suporte aos preços, a menor demanda chinesa por aço deve afetar significativamente o cenário nos próximos anos.
A curto prazo, os preços podem ter um fôlego de alta sazonal, mas a tendência de médio e longo prazo permanece fraca.
Impactos nas mineradoras brasileiras
Entre as empresas mais impactadas, o destaque negativo ficou para a Usiminas (USIM5), que sofreu um duplo rebaixamento por parte do JPMorgan.
A recomendação passou de overweight (exposição acima da média) para underweight (exposição abaixo da média), com o preço-alvo das ações caindo de R$ 11 para R$ 5,50.
Esse ajuste reflete uma queda de 6,5% em relação ao último fechamento de mercado.
Como resultado, os papéis da companhia registraram uma desvalorização de 7,31%, sendo negociados a R$ 5,45 por volta das 11h20 desta segunda-feira (23).
A deterioração no cenário de custos da Usiminas, que não acompanhou a expectativa de desaceleração, somada à pressão contínua no mercado de aço brasileiro, foram fatores determinantes para o corte de recomendação.
Além disso, a empresa também será impactada pela menor receita proveniente da venda de minério de ferro, ampliando os desafios à frente.
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Vale se mantém como favorita, mesmo com revisão
Já a Vale (VALE3), embora também tenha tido seu preço-alvo reduzido, de R$ 85 para R$ 77, continua sendo vista com otimismo pelos analistas.
O novo preço-alvo ainda oferece um potencial de alta de 34% em relação ao fechamento anterior.
Para os ADRs da companhia, o banco ajustou a meta de US$ 16,50 para US$ 15, o que ainda representa um upside de 44%.
O JPMorgan manteve sua recomendação overweight para a Vale, citando que a mineradora está sendo negociada com desconto em comparação aos seus pares internacionais, tornando seu valuation bastante atrativo.
Além disso, a companhia continua gerando um fluxo de caixa robusto, mesmo com os preços do minério de ferro mais baixos. Fatores como a transição na liderança do CEO e a melhoria no desempenho operacional foram mencionados como pontos-chave que podem impulsionar o valor das ações.
Outras reavaliações no setor
📉 Entre as outras empresas do setor, a Bradespar (BRAP4) também teve seu preço-alvo reduzido, de R$ 27,50 para R$ 24, mas ainda apresenta um potencial de valorização de 31%.
A CSN (CSNA3), apesar de ser beneficiada por uma maior diversificação, viu sua subsidiária CSN Mineração (CMIN3) pressionar os resultados consolidados da companhia.
O JPMorgan retirou a meta de preço para a CSN Mineração após a revisão do preço do minério de ferro, enquanto ajustou o preço-alvo da CSN de R$ 13,50 para R$ 13, com um potencial de alta de 17%.
Com essas revisões, fica evidente que o cenário para as mineradoras e siderúrgicas da América Latina será desafiador nos próximos anos, com pressão sobre os preços das commodities e uma demanda enfraquecida, especialmente no mercado chinês.
Contudo, algumas empresas, como a Vale, ainda possuem margem para crescer, dependendo de ajustes operacionais e das expectativas dos investidores.

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