Tesouro Direto: Saiba qual renda fixa paga mais de 4% ao mês em 2025
Balanço sobre o desempenho dos títulos públicos em janeiro é apresentado, com maior valorização dos prefixados
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💰 Não é segredo que muitos investidores estão aproveitando a renda fixa em 2025 para se encher de títulos que ganhem com a subida da taxa Selic, como o próprio Tesouro Selic. Só que outro investimento no Tesouro Direto está pagando quatro vezes mais e entregando valorização acima de 4% em apenas 30 dias.
No caso, o Tesouro Prefixado 2031 foi o título de renda fixa que mais se valorizou na marcação a mercado durante janeiro passado, com o seu preço unitário subindo +4,25%, conforme os dados do balanço do Tesouro Nacional divulgados nesta quarta-feira (26).
Ao mesmo tempo, a taxa de remuneração do Tesouro Prefixado 2027, que não está mais disponível para novos aportes, viu a sua taxa de rentabilidade recuar de 15,41% ao ano para 14,84% ao ano, o que em compensação destravou a valorização do preço desse tipo de renda fixa, que é o mais indexador mais arriscado, já que arrisca ficar abaixo dos ganhos da Selic ou ter o seu ganho corroído pela inflação.
Já o Tesouro Selic 2027, que ostenta liquidez diária e acompanha a taxa básica de juros, teve retorno de +1,07% no mesmo período. Entre os indexados à inflação para acumulação de juros compostos, apenas o Tesouro IPCA+ 2029 teve lucro de +1,76 no mês passado.
Isso porque tanto o Tesouro IPCA+ 2035 quanto o Tesouro IPCA+ 2045, quando ainda estavam disponíveis para novos aportes, tiveram prejuízos em seu preço na marcação a mercado nas ordens de −0,39% e −3,71%, respectivamente.
Ou seja, enquanto as taxas dos prefixados caíram e seus preços subiram na marcação a mercado em janeiro, os títulos indexados à inflação de longo prazo viram seus juros compostos subirem e seus preços patinarem no Tesouro Direto ao longo do ano.
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Onde investem no Tesouro Direto em 2025?
O balanço do Tesouro Nacional também aponta que o Tesouro Selic segue como o favorito dos investidores no ano, cerca de 44,1% da procura dos investidores, que emprestaram R$ 3,86 bilhões ao governo brasileiro nessa modalidade de remuneração. Antecipadamente, os poupadores resgataram R$ 2,01 bilhões da renda fixa pós-fixada.
Já os prefixados para acumulação de juros compostos aparecem logo na sequência como os queridinhos do mercado (24,4%), tendo sido aplicados R$ 2,13 bilhões em janeiro passado. Os prefixados que pagam juros semestrais respondem por apenas 1,5% da procura dos investidores e receberam aportes de R$ 131,3 milhões.
📊 Entre os títulos Tesouro IPCA+ exclusivamente voltados para o recebimento de juros compostos, a demanda dos investidores foi de 20,7% no mês passado, que colocaram R$ 1,81 bilhão. Por sua vez, a modalidade com juros semestrais teve procura de 4,5%, com saldo de R$ 398,7 milhões.
Os títulos públicos voltados para a aposentadoria extra (Tesouro Renda+) e o custeio dos estudos (Tesouro Educa+) tiveram demandas de 3,7% e 1,1% dos investidores no período, angariando aos cofres públicos os montantes de R$ 324 milhões e R$ 95,4 milhões, respectivamente.
No total, os investidores emprestaram R$ 8,76 bilhões ao governo brasileiro por meio do Tesouro Direto, que facilita o investimento de pessoas físicas aos rendimentos da dívida pública, com os resgates antecipados somando R$ 4,06 bilhões.
Qual o perfil de quem investe no Tesouro Direto?
O número de investidores ativos no Tesouro Direto chegou a 3,01 milhões em janeiro de 2025, uma variação de 19,2% na comparação anual. No mês, houve redução de pouco mais de 3 mil investidores ativos.
Em relação ao prazo de emissão, 21,8% do dinheiro emprestado no Tesouro Direto no mês corresponderam a títulos de renda fixa com vencimentos acima de 10 anos. As vendas de títulos com prazo entre 5 e 10 anos representaram 4,8% e aquelas com prazo entre 1 e 5 anos, 73,3% do total.
Foram realizadas, em janeiro passado, 989.581 operações de dinheiro, sendo aplicado em títulos públicos por investidores pessoa física. A utilização do programa por pequenos investidores pode ser evidenciada pelo número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu a 78,1% dos aportes do mês. O valor médio por operação, neste mês, foi de R$ 8.855,67.
🔎 Acompanhe a seguir os preços e as rentabilidades dos títulos públicos no Tesouro Direto na tarde do dia 26 de fevereiro de 2025:
Títulos pré-fixados
- Tesouro Prefixado 2028 = Aporte mínimo de R$ 6,79 (Rentabilidade: 14,66% ao ano)
- Tesouro Prefixado 2032 = Aporte mínimo de R$ 3,89 (Rentabilidade: 14,87% ao ano)
- Tesouro Prefixado 2035 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 7,80 (Rentabilidade: 14,90% ao ano)
Títulos pós-fixados
- Tesouro Selic 2028 = Aporte mínimo de R$ 161,04 (Rentabilidade: Selic + 0,0540% ao ano)
- Tesouro Selic 2031 = Aporte mínimo de R$ 160,17 (Rentabilidade: Selic + 0,1185% ao ano)
Títulos indexados à Inflação
- Tesouro IPCA+ 2029 = Aporte mínimo de R$ 32,74 (Rentabilidade: IPCA + 7,51% ao ano)
- Tesouro IPCA+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 14,86 (Rentabilidade: IPCA + 7,36% ao ano)
- Tesouro IPCA+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 7,44 (Rentabilidade: IPCA + 7,30% ao ano)
- Tesouro IPCA+ 2035 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 40,29 (Rentabilidade: IPCA + 7,62% ao ano)
- Tesouro IPCA+ 2045 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 38,61 (Rentabilidade: IPCA + 7,48% ao ano)
- Tesouro IPCA+ 2060 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 37,14 (Rentabilidade: IPCA + 7,37% ao ano)
Títulos para aposentadoria extra
- Tesouro Renda+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 16,63 (Rentabilidade: IPCA + 7,48% ao ano)
- Tesouro Renda+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 11,79 (Rentabilidade: IPCA + 7,39% ao ano)
- Tesouro Renda+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 8,39 (Rentabilidade: IPCA + 7,32% ao ano)
- Tesouro Renda+ 2045 = Aporte mínimo de R$ 5,97 (Rentabilidade: IPCA + 7,28% ao ano)
- Tesouro Renda+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 4,27 (Rentabilidade: IPCA + 7,23% ao ano)
- Tesouro Renda+ 2055 = Aporte mínimo de R$ 3,02 (Rentabilidade: IPCA + 7,23% ao ano)
- Tesouro Renda+ 2060 = Aporte mínimo de R$ 2,12 (Rentabilidade: IPCA + 7,24% ao ano)
- Tesouro Renda+ 2065 = Aporte mínimo de R$ 1,50 (Rentabilidade: IPCA + 7,24% ao ano)
Títulos para custear estudos
- Tesouro Educa+ 2026 = Aporte mínimo de R$ 34,95 (Rentabilidade: IPCA + 7,59% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2027 = Aporte mínimo de R$ 32,49 (Rentabilidade: IPCA + 7,60% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2028 = Aporte mínimo de R$ 30,16 (Rentabilidade: IPCA + 7,63% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2029 = Aporte mínimo de R$ 28,02 (Rentabilidade: IPCA + 7,64% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 26,02 (Rentabilidade: IPCA + 7,65% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2031 = Aporte mínimo de R$ 24,18 (Rentabilidade: IPCA + 7,65% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2032 = Aporte mínimo de R$ 22,53 (Rentabilidade: IPCA + 7,62% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2033 = Aporte mínimo de R$ 21,02 (Rentabilidade: IPCA + 7,58% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2034 = Aporte mínimo de R$ 19,63 (Rentabilidade: IPCA + 7,54% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 18,35 (Rentabilidade: IPCA + 7,50% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2036 = Aporte mínimo de R$ 17,18 (Rentabilidade: IPCA + 7,45% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2037 = Aporte mínimo de R$ 16,06 (Rentabilidade: IPCA + 7,42% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2038 = Aporte mínimo de R$ 14,99 (Rentabilidade: IPCA + 7,40% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2039 = Aporte mínimo de R$ 13,96 (Rentabilidade: IPCA + 7,40% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 13,01 (Rentabilidade: IPCA + 7,40% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2041 = Aporte mínimo de R$ 12,07 (Rentabilidade: IPCA + 7,42% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2042 = Aporte mínimo de R$ 11,24 (Rentabilidade: IPCA + 7,42% ao ano)
- Tesouro Educa+ 2043 = Aporte mínimo de R$ 10,47 (Rentabilidade: IPCA + 7,42% ao ano)
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