Sabesp (SBSP3) contrata financiamento de R$ 7,809 bilhões; veja motivo
Os desembolsos ocorrerão conforme previsto no contrato de financiamento.
Na noite desta quinta-feira (2), os vereadores da cidade de São Paulo aprovaram o projeto de adesão à privatização da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).
O placar foi favorável ao governo do estado, que é quem colocou em marcha o plano de se desfazer da principal empresa de saneamento do país. Foram 37 vereadores a favor, 17 contra e nenhuma abstenção, somando 54 votos.
O projeto de lei precisou passar por análise dos vereadores, pois, embora seja uma empresa do governo do estado, a legislação em vigor exige que o munícipio dê seu aval em razão do atual contrato de prestação de serviços. Depois da aprovação, o prefeito da capital Ricardo Nunes sancionou a medida sem vetos em edição extra do Diário Oficial do Município.
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O relator da proposta foi o vereador Sidney Cruz (MDB-SP), que sugeriu mudanças no texto enviado pela Assembleia Legislativa, onde a medida também já foi aprovada. O presidente da Casa, vereador Milton Leite (União-SP) disse que a nova versão traz mais equilíbrio financeiro para a prefeitura.
“Houve avanços em relação à primeira votação, a Câmara conquistou algo a mais em favor da cidade de São Paulo, em favor dos nossos contribuintes. O que dá um equilíbrio financeiro para a Prefeitura nessa nova fase contratual”, disse o parlamentar.
A expectativa é que o leilão da Sabesp (SBSP3) ocorra ainda este ano como parte dos planos de privatização do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Nesta terça-feira, está agendada uma reunião com 110 prefeitos do interior -de locais que mantêm contratos com a empresa- para discutir os termos da desestatização.
A Sabesp cobre 370 municípios, entre capital, litoral e interior de SP, sendo responsável pelo saneamento básico de mais de 28 milhões de pessoas. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, publicada no ano passado, a maioria dos paulistas (53%) é contra a privatização da empresa.
Os desembolsos ocorrerão conforme previsto no contrato de financiamento.
O acordo foi firmado com a Iguá Saneamento e prevê a transferência das ações ordinárias equivalentes ao controle da companhia.
A companhia pagou R$ 682,6 milhões por 74,9% das ações ordinárias da Emae.
Negócio foi questionado por fundo de Tanure, mas Cade e Aneel negaram o recurso.
Segundo a companhia, o pagamento será efetuado no dia 30 de abril deste ano.
Reservatórios operam no menor nível para dezembro desde 2015, última grave crise de água no estado.
O pagamento do JCP será feito em 30 de abril de 2026.
Empresa italiana tem a concessão da distribuição de energia elétrica na Grande São Paulo.
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