Oncoclínicas (ONCO3) nega conhecimento sobre venda de fatia do Goldman Sachs para a IG4
A companhia também destacou que segue cumprindo rigorosamente as regras de divulgação de informações.
Nesta sexta-feira (13), a Porto (PSSA3) assinou um memorando de entendimento para um aporte de R$ 1 bilhão na Oncoclínicas (ONCO3). O negócio seria fechado por meio de uma futura subsidiária, criada especialmente para a operação.
De acordo com informações do Brazil Journal, o investimento abriria caminho para que a empresa de oncologia separasse suas clínicas de oncologia em uma nova empresa. Desta forma, a Porto Saúde faria o aporte bilionário e passaria a controlar todas as 200 unidades da rede de saúde.
O documento assinado entre as duas partes prevê um pagamento de R$ 500 milhões em equity e da outra parte em debêntures conversíveis em ações. No final, a Porto ficaria com 33% do capital social da Oncoclínicas.
Os termos ainda deixam os hospitais fora do negócio, assim como os ativos que a companhia mantém na Arábia Saudita. Atualmente, a ONCO3 é a principal parceira no segmento de oncologia da Porto, com repasses anuais que chegam a R$ 500 milhões.
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“A oncologia já é a segunda maior despesa dos planos de saúde, atrás de hospitais e superando os laboratórios, e a tendência é que esse custo suba cada vez mais” disse uma das fontes à reportagem.
Desde 2022, as duas empresas mantêm uma joint venture, que é para onde os pacientes são encaminhados para o tratamento da doença. No acordo firmado, a seguradora tem 40%, enquanto a rede de oncologia é responsável por 60% do capital social.
A Oncoclínicas é uma das maiores redes de saúde especializadas no tratamento do câncer no Brasil. Nos últimos meses, a empresa tem passado por um período de dificuldades na bolsa de valores, o que faz com que as ações tenham queda de 30% apenas em 2026.
Se considerado o intervalo dos últimos 12 meses, o prejuízo é ainda maior, de 65%, conforme dados da B3. Atualmente, a companhia tem valor de mercado de R$ 2,8 bilhões, ainda de acordo com a bolsa de valores.
Tudo isso está atrelado à crise do Master, que detinha cerca de 20% das ações da companhia, adquiridas depois do último aumento de capital. Cerca de R$ 1,5 bilhões teriam sido aplicados em CDBs da instituição financeira e parte deste valor foi perdido depois da liquidação extrajudicial pelo Banco Central.
Por meio de comunicado ao mercado, a Porto informou que avalia de forma permanente potenciais opções de investimentos em diversos segmentos, incluindo o espaço explorado pela Oncoclínicas. “Não obstante tal fato, a companhia informa que não há, neste momento, nenhum documento vinculante assinado que se refira aos negócios mencionados na matéria referenciada [do Brazil Journal]", destacou.
A companhia também destacou que segue cumprindo rigorosamente as regras de divulgação de informações.
A operação, finalizada na quarta-feira (5), envolve 84% do capital social da unidade hospitalar.
As entidades ressaltaram que não pretendem alterar o controle ou a administração da Oncoclínicas.
Após revelar exposição de R$ 430 milhões ao Banco Master, empresa enfrenta pressão por mudanças na gestão.
A operação envolveu a emissão de 471.514.866 novas ações ordinárias ao preço de R$ 3,00 cada.
Oncoclínicas, Emae, Cedae e fundos de pensão estão entre os credores após a liquidação do banco.
Após a operação, o capital social da companhia foi atualizado de R$ 3,147 bilhões.
Os papéis da companhia recuavam cerca de 3,38% na tarde desta terça-feira (18).
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