Petrobras (PETR4) lucra R$ 15,6 bi no 4T25 e triplica resultado anual em 2025

A estatal encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 110 bilhões, triplicando o resultado de 2024 com a produção de óleo e gás crescendo 11%.

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Publicado em 06/03/2026 às 06:51h - Atualizado Agora Publicado em 06/03/2026 às 06:51h Atualizado Agora por Matheus Silva
A petroleira classificou o ano de 2025 como um "cenário desafiador" (Imagem: Shutterstock)
A petroleira classificou o ano de 2025 como um "cenário desafiador" (Imagem: Shutterstock)
💲 A Petrobras (PETR4) anunciou nesta quinta-feira (5), que registrou lucro líquido de R$ 15,56 bilhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 17,04 bilhões apurado no mesmo período de 2024.
O resultado ficou abaixo da estimativa média de analistas compilada pela LSEG, que projetava lucro de R$ 19,2 bilhões.
A companhia registrou lucro líquido de R$ 110 bi em 2025, alta de 200% sobre o ano anterior, impulsionada pelo crescimento de 11% na produção.
O Ebitda ajustado alcançou R$ 59,9 bilhões no trimestre, acima da projeção de analistas de R$ 59,3 bilhões, com alta anual de 46,3%. Excluindo eventos exclusivos, o Ebitda ajustado ficou em R$ 59 bilhões, recuo de 9,4% na comparação anual. 
Segundo a administração da companhia, o resultado reflete a queda no preço do petróleo Brent, menores vendas de derivados no mercado interno e sazonalidade no mercado de diesel.
Já a receita líquida superou as projeções e somou R$ 127,4 bilhões, ante estimativa de R$ 118,1 bilhões e alta de 5% sobre o mesmo período do ano anterior.
O fluxo de caixa operacional do trimestre ficou em R$ 54,9 bilhões, crescimento de 15,2% na comparação anual. No acumulado de 2025, a linha encerrou em R$ 200 bilhões, queda frente a 2024. O fluxo de caixa livre recuou 10,9% na comparação trimestral, para R$ 19,3 bilhões.

Produção cresce 11% e administração celebra desempenho

A Petrobras classificou 2025 como um "cenário desafiador", pressionado pela queda de 14% no preço do Brent em relação ao ano anterior. Ainda assim, a administração destacou o aumento de 11% na produção total de óleo e gás no período.
Em comunicado, a companhia elencou os principais fatores operacionais do resultado: "Destacam-se o início da operação e o aumento da capacidade dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, a manutenção do topo de produção do FPSO Sepetiba, o ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão, além da maior eficiência operacional em Búzios e nos demais ativos de Águas Ultra Profundas."
📈 No acumulado anual, excluindo eventos exclusivos, o lucro líquido ficou em R$ 100,9 bilhões e o Ebitda ajustado em R$ 244,3 bilhões, com recuos de 2% e 0,6%, respectivamente, frente a 2024.

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