Petrobras (PETR4) entra no programa de subvenção ao diesel; veja como vai funcionar

A medida do governo federal promete uma redução de R$ 0,32 no litro do combustível.

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Publicado em 13/03/2026 às 08:05h - Atualizado Agora Publicado em 13/03/2026 às 08:05h Atualizado Agora por Marina Barbosa
Governo também zerou os impostos federais que incidem sobre o diesel (Imagem: Shutterstock)
Governo também zerou os impostos federais que incidem sobre o diesel (Imagem: Shutterstock)
A Petrobras (PETR4) confirmou a sua adesão ao programa do governo federal que oferece uma subvenção temporária à comercialização do óleo diesel de uso rodoviário no território nacional.
⛽ A subvenção foi anunciada na quinta-feira (12), como uma forma de conter os efeitos da alta do petróleo no preço dos combustíveis, e promete garantir uma redução de R$ 0,32 por litro do diesel.
Esse valor será repassado pelo governo federal aos produtores e importadores de diesel que aderirem ao programa e deve ser repassado ao valor final cobrado do consumidor.
"O agente econômico habilitado deverá comercializar o óleo diesel de uso rodoviário pelo preço de referência subtraído do valor da subvenção estabelecida", diz a MP (Medida Provisória) que instituiu a subvenção.
O texto diz ainda que o governo pode destinar até R$ 10 bilhões para a subvenção, até o final do ano. Caso o orçamento acabe antes disso, o programa também será encerrado antes do previsto.

Petrobras entra no programa

Diante disso, a Petrobras não perdeu tempo e anunciou na própria quinta-feira (12) a adesão ao programa de subvenção do governo federal.
"Diante do caráter facultativo do programa e do potencial benefício adicional, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia", afirmou.
Na avaliação do Conselho de Administração da Petrobras, a adesão preserva a flexibilidade da companhia na implementação da sua estratégia comercial.
Essa estratégia leva em conta a participação da empresa no mercado, a otimização dos seus ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável. Assim, busca evitar o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.
Apesar do esforço da Petrobras de evitar repassar a volatilidade dos preços internacionais de petróleo aos consumidores brasileiros, o reajuste dos combustíveis passou a ser tratado como algo praticamente inevitável nos últimos dias. Afinal, a guerra no Irã levou os preços internacionais do petróleo ao maior nível dos últimos quatro anos.
Analistas dizem, então, que a subvenção do governo permitirá que a estatal reajuste seus preços sem que isso seja inteiramente sentido pelo consumidor.
A efetiva adesão da empresa ao programa, no entanto, ainda depende da publicação e da análise dos instrumentos regulatórios relacionados ao preço de referência do diesel, o que deve ser feito pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Outras medidas

💲 Além de criar uma subvenção ao diesel, o governo decidiu zerar as alíquotas dos impostos federais que incidem sobre o diesel, o PIS/Cofins. A medida promete outra redução de R$ 0,32 por litro do combustível e deve custar R$ 20 bilhões.
"Estamos fazendo um sacrifício enorme aqui, uma engenharia econômica, para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo brasileiro", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com a redução total de R$ 0,64 por litro de diesel, o governo busca tirar pressão dos custos dos caminhoneiros e, assim, evitar o aumento dos fretes no Brasil, o que poderia pressionar os preços de outros produtos.
"Não chegando ao bolso do caminhoneiro, não vai chegar ao prato de feijão, da salada de alface, da cebola e a comida que o povo mais come", disse Lula.
As medidas, contudo, terão um custo total de R$ 30 bilhões ao governo federal neste ano. Por isso, serão compensadas pela cobrança de uma tarifa de 12% sobre as exportações de petróleo.

Impacto para a Petrobras

📊 Na avaliação da Ativa Investimentos, o pacote anunciado pelo governo tem um impacto neutro para a Petrobras.
Os analistas explicam que o aumento do imposto de exportação afeta diretamente a estatal, já que a empresa exporta cerca de 765 mil barris/dia. Isto é, aproximadamente 32% da sua produção de óleo e gás natural liquefeito. Porém, calculam que esse impacto será neutralizado pelas outras medidas.
"Ao zerar tributos e subsidiar o combustível aos produtores, o governo cria um colchão fiscal que permite à Petrobras aproximar o preço do diesel do PPI sem repasse perceptível ao consumidor", afirmou a Ativa.

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